Vice-presidente da Câmara de Oeiras lamenta abandono de funções de vereadores do PSD

Vice-presidente da Câmara de Oeiras lamenta abandono de funções de vereadores do PSD

O vice-presidente da Câmara de Oeiras lamenta que os dois vereadores do PSD na autarquia tenham abandonado funções a seis meses de eleições autárquicas sem terem informado a autarquia.
Num comunicado divulgado hoje, Paulo Vistas lamenta ter tido conhecimento pela comunicação social do abandono de funções dos vereadores social-democratas e acrescenta que, até ao momento, os órgãos autárquicos ainda não foram formalmente informados da decisão daqueles, o que considera um “total desrespeito pela instituição e pelos oeirenses”.
“Lamentamos que esta decisão de abandono seja resultado de ambições políticas e determinações partidárias, as quais em nenhum momento se deveriam sobrepor aos interesses do município e dos oeirenses”, lê-se ainda no comunicado assinado por Paulo Vistas.
O vice-presidente da autarquia refere ainda que o abandono de funções a seis meses de eleições autárquicas cria necessidades a outros vereadores de serem chamados a assumir responsabilidades sem que tenham tempo suficiente para se inteirarem dos 'dossiers'.
Paulo Vistas garante ainda aos munícipes que o executivo autárquico continuará a trabalhar com a mesma dedicação e capacidade que até aqui.
Ricardo Lino e Ricardo Júlio Pinheiro eram os dois vereadores do PSD na Câmara de Oeiras que abdicaram dos seus pelouros na sequência da detenção de Isaltino Morais.
"Os vereadores continuarão a contribuir para a governabilidade do atual executivo, durante este período, sem, no entanto e por razões óbvias, estarem disponíveis para assumir quaisquer pelouros", esclarece um comunicado emanado na sexta-feira pela concelhia de Oeiras do PSD.
Ricardo Lino tinha os pelouros de Iluminação Pública, Parques Infantis e Cemitérios e Ricardo Júlio Pinho detinha os da Juventude e das Contraordenações.
A decisão de se manterem como vereadores na autarquia de Oeiras mas sem a gestão de pelouros surge depois de o presidente da câmara, Isaltino Morais, ter sido detido na quarta-feira e de o Tribunal de Oeiras ter rejeitado o pedido de libertação imediata do autarca.