Utentes manifestaram-se em defesa da unidade de saúde de Albarraque

Utentes manifestaram-se em defesa da unidade de saúde de Albarraque

Utentes da unidade de saúde de Albarraque, na freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra, protestaram hoje em frente às instalações no Bairro da Tabaqueira contra a falta de médicos e a eventual deslocalização dos serviços.

"Médicos e enfermeiros não são substituídos à medida que se reformam, nem quando são transferidos", explicou Luís Morais, da Comissão de Utentes da Saúde de Rio de Mouro, que convocou uma vigília, a partir das 08:00, em frente à extensão de Albarraque.

A ação, que durou pouco mais de uma hora, mobilizou dezenas de pessoas com o objetivo de protestar "em defesa do Serviço Nacional de Saúde e por condições dignas" na unidade de saúde.

Os promotores do protesto queixam-se da falta de informação do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Sintra, mas Carolina Santos, da comissão de utentes, estimou que a unidade precise de pelo menos mais três médicos.

A triagem dos pacientes sem privacidade no balcão dos serviços administrativos e a construção de um elevador que nunca chegou a funcionar foram outras críticas apontadas por Carolina Santos.

Para Luís Morais, o ACES está a efetuar "uma limpeza administrativa dos utentes inscritos para justificar que a extensão não tem utentes suficientes", prejudicando com um eventual encerramento os residentes nas zonas limítrofes dos concelhos de Oeiras e de Cascais.

A comissão alertou que o atual centro de saúde de Rio de Mouro "não dá resposta aos utentes que tem" e que a situação deverá piorar com a transferência de pacientes da unidade de Albarraque.

Luís Morais admitiu que no centro de saúde de Rio de Mouro, segundo dados de anos anteriores, os utentes sem médico de família oscilem "entre 5.000 e 15.000" e notou que não existe transporte público direto entre Albarraque e Rio de Mouro.

O edifício e o terreno em Albarraque foram cedidos pela Tabaqueira ao Ministério da Saúde para que o centro de saúde dos trabalhadores da empresa passasse a ser uma unidade de saúde pública para a população da zona sul da freguesia.

A vigília foi a segunda iniciativa contra o encerramento da unidade de saúde de Albarraque, que já motivou o lançamento de um abaixo-assinado subscrito até agora por "perto de 400 pessoas", mas Carolina Santos adiantou que a recolha de assinaturas vai prosseguir nas localidades perto da unidade de saúde.