Utentes iniciam campanha de protesto contra degradação dos transportes públicos

Utentes iniciam campanha de protesto contra degradação dos transportes públicos
A Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa inicia na segunda-feira uma campanha de protesto contra a degradação dos transportes públicos, em especial do Metro, que se vai prolongar por 20 dias, foi hoje anunciado.
   
Sob o mote "20 carruagens paradas, 20 dias de luta", a Comissão de Utentes justifica o nome da campanha por a administração do Metro ter confirmado que estavam cerca de 20 carruagens paradas devido a avarias e falta de peças.
 
"Todos os dias, os utentes do Metro de Lisboa são confrontados com situações de verdadeiro caos, resultantes de políticas de desinvestimento continuado nas empresas públicas e que levaram à degradação da qualidade do sistema de transportes públicos", afirma a Comissão.
 
E exemplifica com as "constantes 'perturbações na linha', os atrasos sucessivos, os cada vez mais longos tempos de espera, a redução de carruagens, a redução para três carruagens na Linha Verde, as obras na estação do Areeiro, que estão paradas, e as obras na estação de Arroios, que nem sequer começaram.
 
"As escadas rolantes e elevadores sempre avariados que impedem os utentes com mobilidade reduzida ou condicionada de aceder a este serviço de transporte, a falta de trabalhadores, a sobrelotação" são outros problemas apontados.
 
Os representantes dos utentes lamentam que a administração do Metro de Lisboa continue a não dar resposta e a adiar a resolução dos vários problemas que "prejudicam milhares de pessoas que vivem, trabalham ou visitam a cidade de Lisboa".
 
"Problemas não faltam e são os utentes que mais sofrem as consequências destas políticas de desinvestimento, vendo diariamente a sua vida condicionada e limitada", afirmam.
 
A campanha arranca pelas 16:30 de segunda-feira na estação de Arroios, para contacto com os passageiros, estendendo-se nos dias seguintes ao Campo Grande, Marquês de Pombal, Areeiro e Alameda.
 
A Comissão de Utentes não divulgou ainda quais as restantes estações onde vai estar.