Tradição mexicana dos 'Altares de Muertos' em Monserrate

Tradição mexicana dos 'Altares de Muertos' em Monserrate

A Parques de Sintra, em parceria com a Embaixada do México, tem patente, no Palácio de Monserrate, em Sintra, até 30 de Novembro, a exposição ‘Altares de Muertos’. A mostra, baseada na conhecida tradição mexicana de celebração dos mortos (Património Imaterial da Humanidade), conta com um Altar criado pela Embaixada do México dedicado à memória do escritor mexicano Juan Rulfo, que soube expressar a singularidade da cultura mexicana em relação aos entes queridos e à morte; e com seis altares erguidos pelo público com um carácter mais intimista, de forma a demonstrar como esta tradição continua viva nas casas mexicanas.

Associado à temática da exposição, terá lugar, dia 10 de Novembro à noite, um jantar buffet com petiscos variados, seguido da apresentação de uma peça de teatro sobre o tema da celebração e reencontro com os mortos.

Esta comemoração mexicana de raízes Pré-hispânicas, declarada Património da Humanidade pela UNESCO em 2003, soube adaptar-se à religião Católica trazida pelos espanhóis através do sincretismo e sobreviveu durante séculos e até à actualidade como uma tradição viva.

A celebração do Dia de Muertos é uma das festas populares mais importantes do México, para recordar os “fiéis defuntos”, e que se manteve viva até aos dias de hoje. A tradição baseia-se na crença de que, nesta época do ano, as “almas” dos mortos podem “visitar” os seus parentes; as luzes das lamparinas simbolizam os “faróis” que guiam cada alma até ao seu respectivo altar, para que ao chegar a este possam “consumir” o que se lhes preparou.

A 10 de Novembro o Palácio de Monserrate estará aberto à noite para receber quem pretender jantar e assistir à peça de teatro sobre este tema. Pelas 20h00 será servido um jantar buffet, na Sala das Colunas; e às 21h30 terá lugar a apresentação da peça ‘Caveiras de Açúcar’, pelo grupo ‘La Catrina’. Esta peça conta a história de Clarita, uma mulher que procura o sítio ideal para reencontrar o seu falecido marido. Clarita reconheceu em Monserrate o local perfeito para o fazer, transportando a plateia numa viagem em que conta os costumes do seu país, bem como a sua intrigante história de amor.