Trabalhadores não docentes na Secundária de Mem Martins exigem mais contratações

Trabalhadores não docentes na Secundária de Mem Martins exigem mais contratações
Os trabalhadores não docentes da Escola Secundária de Mem Martins, no concelho de Sintra, iniciaram hoje uma greve parcial para reivindicar a contratação de mais funcionários, perante o aumento de três centenas de alunos, informou fonte sindical.
 
“Este ano há um aumento de 300 alunos e diminuição de pessoal, não há condições de segurança para a escola estar aberta”, explicou à agência Lusa Francelina Pereira.
 
A dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas adiantou que os trabalhadores não docentes decidiram fazer uma greve parcial durante toda a semana, no período da manhã, entre as 07:30 e as 09:30.
 
“Escolas só funcionam com trabalhadores não docentes”, lia-se numa faixa exibida pelo sindicato, durante a concentração em frente à secundária de Mem Martins, que juntou dezenas de funcionários, alunos e encarregados de educação.
 
O estabelecimento de ensino viu aumentar o número de alunos de 1.700 para 2.000 e apenas possui 21 funcionários não docentes, estimou a sindicalista.
 
“Há 19 alunos com necessidades educativas especiais que não têm ninguém para os acompanhar, que andam sozinhos, à deriva, porque é uma escola muito grande”, notou Francelina Pereira.
 
A dirigente sindical acrescentou que foi pedida uma reunião à direção da escola, que não respondeu, e tem informação de que o Ministério da Educação terá autorizado a abertura de um concurso para a contratação de novos trabalhadores, mas que ainda não se concretizou.
 
“O que sabemos é que os trabalhadores não docentes, quando chegam ao final do primeiro período, dada a exigência de excesso de trabalho, começam a entrar em baixa, porque estão arrasados psicológica e fisicamente”, frisou.
 
A greve decorre pelo menos até sexta-feira e, segundo Francelina Pereira, apenas dois trabalhadores não aderiram ao protesto, que conta ainda com a solidariedade de alguns professores, porque “também sentem a falta de assistência” devido à carência de pessoal.
 
A Lusa contactou a direção da escola, mas não conseguiu ainda obter esclarecimentos.