Trabalhadores do Casino do Estoril em protesto junto ao Tribunal de Cascais

Trabalhadores do Casino do Estoril em protesto junto ao Tribunal de Cascais
Cerca de 40 trabalhadores do Casino do Estoril estiveram hoje concentrados à porta do Tribunal de Cascais em protesto contra a demora do processo de despedimento coletivo, que se iniciou há quase cinco anos.
 
O coordenador da comissão de trabalhadores, Nuno Benódis, explicou à Lusa que 43 pessoas que foram alvo, em 2010, de um despedimento coletivo da empresa Estoril-Sol, gestora do casino, estão "desesperadas" por não saberem o seu futuro, uma vez que ainda não se realizou nenhuma audiência em tribunal.
 
"Para muitos deles já se acabou o subsídio a que tinham direito e agora estão sem nenhum meio de subsistência. Ao menos se este processo fosse resolvido já sabiam o que fazer às suas vidas", disse.
 
Segundo Nuno Benódis, a intenção do protesto dos trabalhadores é que o processo chegue ao fim.
 
"O despedimento a que fomos sujeitos é ilegal e queremos a reintegração de todos os trabalhadores, mas a esta altura, para o bem ou para o mal, o que queremos é que esta situação seja resolvida", afirmou o representante.
 
O protesto de hoje foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul que, segundo a porta-voz Maria das Dores Gomes, está "solidário" com a situação dos funcionários.
 
"Temos que denunciar esta demora do tribunal. Não se admite que ainda não tenha havido sequer uma primeira audiência. Estamos aqui a apelar para que o processo avance", afirmou.
 
A sindicalista disse ainda que vai entregar uma carta ao presidente da Comarca de Lisboa a denunciar a situação processual e o "drama" em que estão a viver os trabalhadores e as suas famílias.
 
Em janeiro de 2010, a Estoril-Sol, que gere os casinos do Estoril e da Póvoa de Varzim, anunciou um despedimento coletivo de 113 trabalhadores. Posteriormente, o despedimento coletivo passou a abranger 112 pessoas, a que foram acrescidos outros 17 despedimentos individuais.
 
No total, 48 trabalhadores avançaram com uma providência cautelar para contestar a decisão.