Trabalhadores da Vimeca e da Scotturb queixam-se de repressão sindical

Trabalhadores da Vimeca e da Scotturb queixam-se de repressão sindical
Cerca de duas dezenas de trabalhadores das transportadoras Vimeca e Scotturb, realizaram hoje uma marcha automóvel entre Queluz de Baixo (Oeiras) e a Câmara de Cascais, para denunciar a “repressão sindical” nestas empresas.
 
A ação teve início, hoje de manhã, junto à empresa Vimeca, situada na localidade de Queluz de Baixo, concelho de Oeiras, seguindo depois para as câmaras de Sintra e de Cascais, onde entregaram um documento com os motivos de protesto.
 
A transportadora Vimeca, situada em Queluz de Baixo, tem cerca de 500 trabalhadores, operando nos concelhos de Lisboa, Amadora, Oeiras, Sintra e Cascais.
 
Já a Scotturb, sediada em Carcavelos, emprega cerca de 300 trabalhadores, operando nos municípios de Cascais, Sintra e Oeiras.
 
Em declarações aos jornalistas, Luís Venâncio, dirigente sindical da Federação dos Sindicatos dos Transportes (Fectrans), explicou que os motivos de protesto se devem à “repressão sindical” exercida pela administração das duas empresas transportadoras.
 
“Na sua história, as empresas contam com ataques às organizações representativas dos trabalhadores e aos seus quadros. Foram muitas as denúncias sobre castigos aplicados aos trabalhadores, desde isolá-los, sem qualquer desempenho de função, até à aplicação de sanções disciplinares pelos mais absurdos motivos”, apontou.
 
Nesse sentido, o sindicalista exemplificou com casos de motoristas a quem lhes é vedada a entrada ao serviço por atrasos de 10 minutos: “A empresa contacta outro trabalhador que esteja de folga para vir ocupar esse serviço. Nestes casos são suprimidos serviços com o único intuito de penalizar o trabalhador”, contou.
 
Luís Venâncio disse ainda que nesta fase o objetivo passa por “tentar sensibilizar” os autarcas dos municípios servidos pelas duas empresas, não se prevendo para já qualquer paralisação.
 
“Há uma necessidade que os autarcas olhem para dentro das empresas não como ‘bunkers’, mas como empresas que prestam um serviço público”, sublinhou.
 
A Lusa contactou ambas as empresas para obter uma reação, mas, até ao momento, não obteve resposta.