Trabalhadores da TAP reúnem-se com Câmara de Loures para discutir os efeitos da privatização no concelho

 Trabalhadores da TAP reúnem-se com Câmara de Loures para discutir os efeitos da privatização no concelho
A Comissão de Trabalhadores da TAP reuniu-se hoje com o presidente da Câmara Municipal de Loures para discutir os efeitos que a privatização da empresa poderá ter no município, uma vez que ali residem muitos profissionais da companhia área.
 
“Estamos a fazer a primeira reunião de algumas que foram pedidas aos municípios limítrofes”, disse aos jornalistas o coordenador da Comissão de Trabalhadores da TAP, Vítor Baeta, à saída do encontro com o presidente da autarquia de Loures, Bernardino Soares (CDU).
 
Vítor Baeta adiantou que além de Loures foram pedidas reuniões às câmaras de Lisboa, Amadora e Oeiras. “São áreas de habitação de muitos trabalhadores da TAP e de empresas do grupo. Portanto, além de servirem de dormitório, são onde está sediada uma grande parte das empresas que trabalham direta e indiretamente com a TAP”, justificou.
 
No mesmo sentido, Bernardino Soares (CDU) sublinhou que uma eventual privatização da TAP irá ter consequências sociais e económicas “muito negativas” para o município de Loures.
 
“O facto de termos uma proximidade grande ao aeroporto e à atividade da TAP tem enorme importância do ponto de vista económico e do ponto de vista social. Temos muitas centenas de trabalhadores da TAP a viver no nosso concelho e empresas que trabalham com o aeroporto e com a TAP. As perspetivas de desenvolvimento ficarão para trás se o Governo insistir nesta privatização”, apontou.
 
O autarca disse, ainda, que o município está disponível para participar em qualquer iniciativa que se oponha à privatização da companhia aérea portuguesa.
 
O Governo relançou a privatização da TAP em novembro sob fortes críticas dos trabalhadores e, em janeiro, aprovou o caderno de encargos, que define as condições para a venda de até 66% do capital do grupo até ao final do primeiro semestre.
 
O Governo relançou a privatização da TAP em novembro sob fortes críticas dos trabalhadores e, em janeiro, aprovou o caderno de encargos, que define as condições para a venda de até 66% do capital do grupo até ao final do primeiro semestre.
 
O executivo espera anunciar no final de junho o vencedor do processo de privatização da TAP, que terá de capitalizar a transportadora em 300 milhões de euros e apresentar até 15 de maio as propostas para a aquisição da empresa.