Toyota chama 730 Prius para atualização de software

Toyota chama 730 Prius para atualização de software

A Toyota vai recolher em Portugal 730 automóveis de modelo Prius híbrido, para atualizar o sistema de 'software', já que a marca japonesa descobriu que este pode provocar a paragem do veículo em andamento.

"A campanha técnica visa fazer uma atualização do 'software'" e será feito "apenas nos Prius de terceira geração, ou seja, [nos carros fabricados] entre março de 2009 e fevereiro de 2014", explicou à agência Lusa o responsável pela relações públicas da Toyota Caetano, António Costa.

De acordo com a mesma fonte, a Toyota Caetano Portugal vai contactar, por carta registada, todos os proprietários com viaturas deste modelo, sendo que "a campanha de serviço é meramente preventiva".

A marca japonesa anunciou hoje que vai recolher 1,9 milhões de carros do modelo Prius em todo o mundo devido a um problema do sistema híbrido que pode provocar a paragem do automóvel em andamento.

O defeito foi detetado no modelo mais recente da gama Prius, ou seja, nos veículos fabricados entre 2009 e fevereiro de 2014 e cujo motor é alimentado por um sistema híbrido, funcionando tanto a gasolina como a eletricidade.

"No pior dos casos, a viatura pode parar enquanto está em andamento. Consideramos que isso é um potencial problema de segurança, o que explica a decisão de recolher" os veículos, explicou um porta-voz da Toyota, citado pela agência de notícias francesa AFP.

Na maioria dos casos, o problema causa uma perda de potência, mas que não impede o andamento do carro, admitindo a empresa que possa "ir perdendo velocidade até parar".

A Toyota adiantou ter sido alertada para cerca de 400 casos no Japão e nos Estados Unidos, acrescentando que não foram registados quaisquer acidentes ou ferimentos.

A recolha será feita a cerca de um milhão de viaturas no Japão, 700 mil nos Estados Unidos e 130 mil na Europa, dos quais 730 em Portugal.

A marca adiantou que o problema foi provocado pelo 'software' do controlo do sistema híbrido, que, quando é muito usado, "pode levar o automóvel a entrar em modo de segurança, limitando a potência disponível para a condução", referiu.