Terminal de contentores no Barreiro revitaliza território da Baía do Tejo

Terminal de contentores no Barreiro revitaliza território da Baía do Tejo
A proposta de definição do âmbito do Estudo de Impacte Ambiental para o novo terminal de contentores refere que a infraestrutura vai dar utilidade aos terrenos no Barreiro, que se encontram "abandonados e que só servem para uso industrial".
"A possibilidade de estabelecer uma nova zona portuária e industrial nestes terrenos poderá contribuir para a revitalização do tecido económico, para a rentabilidade do espaço, para a reconversão de áreas industriais degradadas e para a redução do passivo ambiental", refere a proposta elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
A zona em estudo para a localização do novo terminal de contentores no Barreiro é o território da Baía do Tejo, empresa do universo Parpública, que tem a seu cargo a gestão dos Parques Empresariais Baía do Tejo, localizados no Barreiro, Seixal e Estarreja.
"O objetivo principal é dar utilidade a terrenos que dificilmente servirão para algo que não ao uso industrial e que agora se apresentam abandonados. Contribui ainda para a diminuição dos custos de construção dos acessos rodoferroviários necessários para a distribuição e receção de cargas", acrescenta.
O documento frisa que a solução do Barreiro não é inovadora, já que em 2007 era apontada como alternativa potencial para receber o novo terminal de contentores.
A proposta explica ainda que existem fatores que contribuíram para o Barreiro ser visto como um boa hipótese, como a suspensão da Terceira Travessia do Tejo, já que amarração a sul seria precisamente sobre o território em análise, bem como a contestação popular à construção do terminal na zona da Trafaria.
Caso o terminal se venha a localizar no Barreiro, a proposta salienta que serão necessárias novas acessibilidades ferroviárias e rodoviárias e alargar estradas existentes, de modo a assegurar o eficiente escoamento da carga contentorizada.
Em relação aos sedimentos, o documento refere que os estudos não revelam a presença de materiais pesados que condicionem as dragagens, salientando que o passivo ambiental em terra pode ser resolvido caso o projeto avance, o que será um "benefício biofísico e social".
Quanto às três grandes empresas a operarem na área adjacente ao terminal, Fisipe, Nova AP e LBC Tanquipor, o estudo refere que devem ser analisados os riscos.
O novo terminal do Barreiro, caso avance, ficará localizado num terrapleno a construir com os materiais a dragar no leito do rio para o aprofundamento do canal de navegação existente e bacias de manobra e cais de acostagem, na continuação da Área Industrial do Barreiro.
"A estrutura de acostagem tem um comprimento total de cerca de 1.500 metros, considerando-se a possibilidade da sua construção em duas fases (796 m + 704 m). Estará fundada a uma cota tal que permita fundos disponíveis ao longo de todo o comprimento do paramento acostável de -17 metros", conclui.