Temporada de Música no Palácio de Queluz

Temporada de Música no Palácio de Queluz

Teve início no passado dia 8 de março o Ciclo de Carnaval da Temporada de Música – Tempestade e Galanterie, Palácio de Queluz 2014, sob a Direção Artística de Massimo Mazzeo. Este ciclo, de 8 a 29 de março, é composto por seis concertos e contará com grandes nomes da música nacional e internacional, que se espera representem um grande regresso da Música ao Palácio de Queluz.

 

O programa inclui reconhecidos pianistas (Ronald Brautigam, Khristian Bezuidenhout, Alexander Lonquich, e Pedro Burmester com a Divino Sospiro), um famoso violoncelista (Christophe Coin) e os recém-formados, mas já galardoados, Thalia Ensemble. Outros dois pontos fortes: uma recriação do espírito das Assembleias de Lisboa, com um concerto que será muito mais do que isso; e um workshop de cartas musicais, que inclui música, dança e jogos de salão como nos finais do antigo regime.

 

A 8 de março o arranque é com um dos grandes pianistas da atualidade: Ronald Brautigam, referido pela BBC Music Magazine como tendo “interpretações de um genuíno estilo virtuoso”, e que tocará o histórico pianoforte Clementi do Palácio de Queluz, inaugurando o regresso deste instrumento à cena. O programa de Brautigam incluirá obras de Mozart e Clementi, compositores setecentistas da época áurea do Palácio de Queluz.

 

Também Khristian Bezuidenhout é um nome forte entre pianistas de nível internacional, e também ele tocará o pianoforte Clementi, a 12 de março. Convidado frequente das melhores orquestras e ensembles do mundo, divide o seu tempo entre as mais reputadas salas e festivais internacionais. Neste concerto destaque para a obra de Bach, assinalando os 300 anos do seu nascimento.

 

A 22 de março tem lugar o concerto de Alexander Lonquich (pianoforte) e Christophe Coin (violoncelo). Alexander Lonquich inclui nos seus compromissos recentes aclamadas atuações no Festival de Salzburgo e um ciclo de Beethoven sob a direção de Christian Tetzlaff, entre um longo histórico igualmente marcante. Christophe Coin obteve o seu primeiro prémio de violoncelo aos 16 anos, tem desde então atuado com grandes agrupamentos internacionais, e é também professor de violoncelo barroco no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris.

 

A 15 e 16 de março, tem lugar o Workshop de Cartas Musicais, apresentado por Cristina Fernandes (musicóloga) e Catarina Costa e Silva (especialista em Danças Antigas). Este workshop teórico-prático tem por base o baralho musical de José do Espírito Santo e Oliveira (1755-1819), contendo uma dança diferente em cada carta, anotada em partitura. Serão abordadas as danças de sociedade no séc. XVIII e inícios do séc. XIX, acompanhado pela contextualização histórica e um concerto encenado.

 

Também a 16 de março tem lugar a Assembleia em Queluz – bailes, jogos de salão e repertórios instrumentais, com Cristina Fernandes (musicóloga), Catarina Costa e Silva e Alexandra Canaveira (bailarinas) e a Divino Sospiro. Nesta Assembleia em Queluz é recriado o espírito das assembleias de Lisboa no final do séc. XVII, com concertos, bailes e jogos de cartas.

 

Os Thalia Ensemble, Quintetos para Sopros e Pianoforte, tocam na Sala da Música a 28 de março. Este agrupamento é formado por músicos de vários países (nomeadamente o português José Rodrigues Gomes) e recebeu recentemente o 1º Prémio do Concurso Internacional de York. Este concerto é um dos exemplos da opção de Massimo Mazzeo em fazer com que esta Temporada de Música contribua para a divulgação do trabalho de agrupamentos recém-formados, aliando qualidade artística a imaginação arrojada.

 

A encerrar o Ciclo de Carnaval, a 29 de março, dois importantes nomes da música nacional tocam pela primeira vez juntos: Pedro Burmester (interpretando Mozart no pianoforte Clementi) e a Divino Sospiro. Pedro Burmester iniciou os concertos aos 10 anos e, desde então, já realizou mais de 1.000 concertos a solo, com orquestra e em diversas formações de música de câmara, em Portugal e no estrangeiro. A Divino Sospiro já participou, desde a sua criação há 10 anos, em alguns dos mais prestigiados festivais e nas mais importantes salas de Portugal, bem como nos mais reconhecidos Festivais e Auditórios internacionais.

 

O pianoforte Clementi

Como “estrela” da Temporada, está ainda o pianoforte Clementi, que regressa à cena após anos de silêncio, depois da sua recuperação, monitorização e estudo.

Um ano após a passagem do Palácio Nacional de Queluz para a gestão da Parques de Sintra, e após um interregno de doze anos, o pianoforte Clementi foi intervencionado em 2013 pelo restaurador Geert Karman (especialista em pianofortes), com o objetivo de recuperar o instrumento para ser usado em concertos. Apesar de mecanicamente não apresentar problemas sérios, o instrumento encontrava-se desregulado e a caixa estava ligeiramente empenada. Ao fim de vários anos sem manutenção e afinação, necessitava de um acerto mecânico, nomeadamente na regulação de alguns abafadores e martelos. Por outro lado, um delicado e moroso processo de afinação, executado ao longo de vários meses, revelou-se um êxito, tendo o instrumento reagido positivamente. Sem comprometer a sua estabilidade,- que continuará a ser monitorizada – foi assim possível subir a afinação até aos 430 Hz, o que permitirá a sua apresentação em concertos, a solo ou acompanhado por uma orquestra de câmara, em reportório de época perfeitamente adequado à época e aos ambientes do Palácio de Queluz.

 

A Temporada de Música – Tempestade e Galanterie

A Temporada de Música – Tempestade e Galanterie, – Palácio de Queluz 2014 inclui dois ciclos, Carnaval e Outono, e 11 concertos no total. Serão apresentadas obras de Beethoven, Bach, Mozart e Mendelshonn, entre outros, numa ligação que, Massimo Mazzeo, diretor artístico, destaca como uma “reconciliação entre os vários ambientes da cultura, seja do ponto de vista histórico, seja pela programação cultural dos dias de hoje”.

António Lamas, Presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, refere a satisfação de “voltar a trazer ao Palácio Nacional de Queluz a música setecentista, associando o Palácio a uma temporada de grande qualidade”.

Massimo Mazzeo, diretor artístico, destaca que “a temporada pretende também, de uma forma não especulativa ou populista, dar espaço à apresentação de novos agrupamentos portugueses que se tenham distinguido pelo seu trabalho, originalidade e inteligência da sua proposta musical”.

 

 Temporada de Música – Tempestade e Galanterie – Palácio de Queluz 2014

CICLO DE CARNAVAL

 

8 de Março, 21h00, Sala da Música

 

Ronald Brautigam, pianoforte

CPE Bach, M. Clementi, Cramer, L.V. Beethoven

 

No programa escolhido para o Palácio de Queluz o pianista inclui obras de C.P.E. Bach e M. Clementi, compositores setecentistas contemporâneos da época da construção do Palácio. A BBC Music Magazine classifica Brautigam como tendo “um genuíno estilo virtuoso”.

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online.

 

12 de Março, 21h00, Sala da Música

 

Kristian Bezuidenhout, pianoforte

CPE Bach, JS Bach, Mozart

 

Kristian Bezuidenhout é classificado pelo Boston Globe como “tecnicamente apto para nos fazer descobrir novas ideias sobre música antiga”. Em Queluz apresenta um repertório onde se destaca a obra do compositor Carl Philip Emanuel Bach, assinalando assim os 300 anos do seu nascimento.

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online.

 

15 e 16 de Março, 10h30 – 13h // 15h – 17h30 Workshop Cartas Musicais

 

Cristina Fernandes, musicóloga; Catarina Costa e Silva, especialista em Danças Antigas

Música, dança e jogos de salão nos finais do Antigo Regime; o baralho de cartas musicais de José do Espírito Santo e Oliveira

 

O baralho musical de José do Espírito Santo e Oliveira (1755-1819) serve de mote a um workshop sobre as danças de sociedade no século XVIII e inícios do século XIX, acompanhado pela respetiva contextualização histórica, e para um concerto encenado que procura recriar as diferentes práticas musicais, coreográficas e lúdicas.

Requer Inscrição Prévia: comercial@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00

 

16 de Março, 21h00, Sala dos Embaixadores

 

Cristina Fernandes, musicóloga

Catarina Costa e Silva e Alexandra Canaveira de Campos, bailarinas

Divino Sospiro

Assembleia em Queluz; Bailes, jogos de salão e repertórios instrumentais

 

Um concerto que se apresenta como muito mais do que um simples concerto. Neste dia será recriado o espírito das assembleias de Lisboa em finais do séc. XVIII, das quais a mais famosa e cosmopolita foi a Assembleia das Nações Estrangeiras, fundada pelo compositor e violinista Pedro Antonio Avondano (1714-1782).

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22 de Março, 21h00, Sala da Música

 

Alexander Lonquich, pianoforte

Christophe Coin, violoncelo

L.v. Beethoven, sonatas op. 5 e op. 69

C. Ph. E. Bach, Fantasia e Rondo

 

Christophe Coin, um dos músicos mais importantes na renovação das interpretações historicamente esclarecidas dos últimos quarenta anos, regressa a Portugal para um concerto, estreando-se em duo com o pianista Alexander Lonquich.

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28 de Março, 21h00, Sala da Música

 

Thalia Ensemble

Grund, Beethoven, Haydn, Danzi

Quintetos para Sopros e Pianoforte

 

Recentemente galardoado com o 1º Prémio no concurso internacional de York, no Reino Unido, o Thalia Ensemble foi fundado por músicos de vários países, entre os quais se conta o fagotista português José Rodrigues Gomes.

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29 de Março, 21h00, Sala da Música

 

Divino Sospiro

Pedro Burmester, pianoforte

Massimo Mazzeo, direção musical

L. Boccherini, W.A.Mozart, F.  J.Haydn

 

É a primeira colaboração entre a Divino Sospiro e o pianista português Pedro Burmester, que pela primeira vez tocará um pianoforte histórico, neste caso o instrumento Clementi, jóia do património musical de Queluz. No programa consta um dos mais emblemáticos concertos de piano de Mozart, o KV595.

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CICLO DE OUTONO

 

3 de Outubro, 21h00, Sala da Música

 

Midori Seiler violino

Jos van Immerseel pianoforte

Programa a divulgar

 

Midori Seiler e Jos van Immerseel, dois solistas virtuosos que há muito se econtram de forma regular para dar ao público um novo paradigma de interpretação do repertório clássico e romântico escrito para violino e pianoforte, e no qual se destacam as premiadas gravações das sonatas de Beethoven.

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10 de Outubro, 21h00, Sala do Trono

 

Programa a definir

 

O Goethe-Institut e a temporada “Música em Queluz” juntam-se para oferecer um concerto integrado no Festival Cantabile possibilitando de novo o encontro do público português com alguns dos melhores intérpretes de música de câmara da Europa.

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11 de Outubro, 21h00, Sala do Trono

 

Trio do Desassossego – Violino, Violoncelo, Piano

Agrupamento vencedor do Prémio Jovens Músicos na categoria de Música de Câmara

L.van Beethoven – Trio em Ré M Op.70 n.º 1

F. Mendelshonn – Trio n.º1 em Ré M Op.49

 

A obra de Fernando Pessoa inspira a forma de estar na música deste trio formado em Setembro de 2012. Este concerto abre uma importante colaboração com o “Prémio Jovens Músicos”, uma das iniciativas com maior apoio regular e ininterrupto ao surgimento de novas gerações de músicos.

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18 de Outubro, 21h00, Sala do Trono

 

J. Sousa Carvalho; L’Angelica

Serenata, versão de câmara. Composta em 1778 por João de Sousa Carvalho (1745-1799) e baseada num libreto de Pietro Metastasio.

Concerto Campestre

Pedro Castro, direcção musical

Joana Seara, Angelica / Lydia Viñes Curtis, Medoro / Fernando Guimarães, Orlando / Luísa Tavares, Licori / Sandra Medeiros, Tirsi

 

A serenata L’ Angelica foi composta por João de Sousa Carvalho em 1778, consistindo num género de música dramática aparentado com a ópera, mas com dimensões mais reduzidas e geralmente executada sem encenação. Um concerto demonstrativo da atenção dada ao património musical entrelaçado com a vida do próprio palácio.

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25 de Outubro, 21h00, Sala do trono

 

Orquestra Gulbenkian

Direção musical, Leonardo Garcia Alarcón

J.D.Bontempo, Sinfonia n.º 1

F.J. Haydn, Sinfonia n.º 104

W.A Mozart, Aria de concerto “Alcandro lo Confesso”

David Perez, Abertura e arias de Persane, da Opera “Il Solimano”

 

Regular divulgador do património musical português, ou escrito em Portugal, durante os séculos XVIII e XIX, o maestro argentino Leonardo Garcia Alarcón regressa ao país para de novo trabalhar com a Orquestra Gulbenkian.

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