'Startups’ portuguesas já levantaram mais de 160 ME em investimento

'Startups’ portuguesas já levantaram mais de 160 ME em investimento
O diretor-geral da Microsoft, João Couto, disse que em Portugal já foram investidos mais de 160 milhões de euros em ‘startups', existindo já 40 com um investimento de pelo menos um milhão de dólares (cerca de 900 mil euros).
 
"Estamos a falar de mais de 160 milhões de euros já investidos nas ‘startups' (empresas em início de atividade) portuguesas. Já temos mais de 20 ‘startups' que já estão muito próximas de alcançar um milhão de [dólares] de investimento e mais 40 que já alcançaram um milhão de [dólares de] investimento", disse João Couto, à margem da nova edição do Ativar Portugal – Startups, baseando-se num estudo da Startup Europe Partnership de 2015.
 
João Couto considera que está a criar-se "um movimento fantástico, com uma energia e uma dinâmica muito positiva", e sublinhou que todos os anos nascem 37 mil empresas e que estão a ser criadas mais 10 mil empregos anualmente.
 
"Acima de tudo, são empresas que têm o foco na atividade internacional, empresas que têm mais de 67% da sua atividade focada nos mercados internacionais. São empresas que já estão voltadas para o mundo, já têm uma lógica global de internacionalização", afirmou.
 
Questionado sobre a eventual dificuldade destas ‘startups' em angariarem segundas e terceiras rondas de investimento, João Couto sublinhou que "há capital em Portugal pronto para investir".
"Esta dinâmica também está a começar a despertar a curiosidade nos investidores portugueses. Também o facto de estarmos a organizar a WebSummit vai trazer grandes investidores, o que vai ser muito útil para estas empresas terem acesso às segundas e terceiras rondas de investimento", afirmou.
 
O diretor-geral da Microsoft Portugal destacou ainda que também do ponto de vista qualitativo a dinâmica é positiva, já que Portugal "está a atrair de forma muito fácil os investidores internacionais, os grandes criativos e empreendedores internacionais".
 
"Isso dá-nos uma exposição não apenas enquanto projeto individual da ‘startup', mas como ‘hub' (centro) de inovação, e posiciona Portugal como centro de inovação no contexto mundial, tal como é Londres, Berlim, Telavive e Sillicon Valley", disse.
 
João Couto considera que esta dinâmica tem um "efeito multiplicador muito, muito forte", que passa além das consequências diretas nas ‘startups', repercutindo-se também no mundo empresarial português.
 
No que diz respeito ao programa da Microsoft Ativar Portugal, acrescentou, existem "já muitas empresas que estão a associar-se", porque "estão ávidas de encontrar uma forma de acelerar os seus processos de inovação".
 
"A forma clássica de terem equipas de inovação internas dentro das empresas claramente não está a dar resultados e, portanto, estão a olhar para as ‘startups' como forma de encontrar uma forma rápida, muito pragmática, com pequenos investimentos, de alimentar as suas necessidades de inovação dentro das próprias empresas", contou.
 
Questionado sobre se a Microsoft tem em outros países uma iniciativa idêntica ao Ativar Portugal, João Couto disse que ainda não existe um programa semelhante.
 
Durante o primeiro ano, o Ativar Portugal já apoiou mais de 100 ‘startups' de base tecnológica e vai apoiar este ano mais 31 novas ‘startups'.
 
Estão localizadas em locais tão diferentes como Lisboa, Porto, Braga, Guimarães, Cantanhede, Sintra, Leiria, Aveiro e Torres Vedras, e representam vários setores de atividade, como o turismo, hotelaria, energia, educação, entre outros.