Sociedade Luz Saúde cresce 16% no primeiro trimestre para 6,2 milhões de euros

Sociedade Luz Saúde cresce 16% no primeiro trimestre para 6,2 milhões de euros
A Luz Saúde obteve um resultado líquido de 6,2 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, o que representa um crescimento de 16% relativamente ao período homólogo de 2015 (5,3 milhões), anunciou hoje a sociedade.
 
Numa informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) sobre os resultados do primeiro trimestre de 2016, a Luz Saúde indica um "aumento dos rendimentos operacionais consolidados em 8,5% face ao primeiro trimestre de 2015, para €116,1 milhões, impulsionado pelo crescimento do segmento privado (10,7%)".
 
O EBITDA consolidado (resultados antes de impostos, juros e amortizações) foi de 15,5 milhões de euros, o que corresponde a uma margem EBITDA de 13,3%, face a 14,4% no período homólogo de 2015".
 
De acordo com a sociedade proprietária dos hospitais da Luz, este indicador foi penalizado pela "entrada no perímetro de consolidação integral do Hospital da Misericórdia de Évora (que pela natureza da parceria tem uma margem menor), pela aquisição do Hospital da Luz – Guimarães e Hospital do Mar – Gaia (que estão em processo de turnaround) e pela performance do Hospital Beatriz Ângelo que neste trimestre teve uma margem negativa".
 
O investimento total ascendeu a 27,4 milhões de euros, dos quais "26,2 milhões representam investimento de expansão de capacidade, quer em termos geográficos, com a aquisição do Hospital da Luz - Guimarães e do Hospital do Mar – Gaia, quer de unidades já existentes, com o investimento em curso na expansão da Clínica de Oeiras".
 
"Com estes investimentos, verificou-se um aumento da dívida líquida de €31,6 milhões para 218,9 milhões de euros, atingindo um rácio anualizado de dívida líquida sobre EBITDA de 3,5 vezes, (face a 3,1 no final de 2015)", refere a sociedade Luz Saúde.
 
Quanto ao reconhecimento do direito do Hospital Beatriz Ângelo ao financiamento das prestações de saúde adicionais realizadas no âmbito dos cuidados em regime de ambulatório aos doentes VIH/SIDA, a entidade gestora do Hospital desencadeou "os mecanismos de resolução de litígios previstos no Contrato de Gestão para a resolução desta questão", conclui o texto.