Rock in Rio: Um amor recíproco entre Xutos e público

Rock in Rio: Um amor recíproco entre Xutos e público
Com uma vénia prolongada de agradecimento ao público, os Xutos & Pontapés atuaram esta noite para milhares de pessoas que encheram o Parque da Bela Vista, no festival Rock in Rio Lisboa.
 
"Sem vocês não havia razão de ser de estarmos aqui", disse o guitarrista Zé Pedro, já quase no final do concerto, antes de o quinteto rock interpretar "À minha maneira".
 
À hora a que o concerto terminou, a organização ainda não tinha divulgado números oficiais de espectadores, mas o anfiteatro natural do recinto, com capacidade para acolher cerca de 80 mil pessoas, estava completamente preenchido.
 
A banda, fundada em 1979, incluiu alguns temas mais recentes, como "Ligações diretas" e "Salve-se quem puder", mas o público reagiu mais efusivamente nas canções do passado.
Braços no ar, 'flashes' de máquinas e luzes de telemóveis, gente aos pulos e a dançar, foi o que se viu em "Contentores", "Maria" e "Casinha", o tema que fechou o concerto e que o público cantou em uníssono.
 
Tal como aconteceu há quatro anos, o concerto dos Xutos & Pontapés antecedeu a atuação do músico norte-americano Bruce Springsteen com a E Street Band.
 
Horas antes da atuação dos Xutos & Pontapés, às 23:00, o público foi deambulando pelo Parque da Bela Vista, transformado novamente num parque temático, com roda gigante, espaços de restauração e outros palcos de concertos espalhados pelo manto verde do jardim lisboeta.
 
No palco Vodafone, o dia foi dos norte-americanos Black Lips, para uma plateia repartida entre fãs e pessoas distraídas à espera que o tempo passasse. Por essa hora, a piscina do espaço electrónica estava pouco frequentada e o vento forte que se fazia sentir no recinto, com o pôr-do-sol, não deve ter ajudado.
 
No palco Mundo, depois da estreia do musical que celebra e passa em revista os 30 anos do Rock in Rio - assinalados em 2015 - entraram em cena os Stereophonics.
 
O grande sucesso das primeiras horas do festival foram mesmo os brindes dos diversos patrocinadores, com milhares de sofás de plástico vermelho a contrastarem com o verde do parque ainda com relva.
 
Uma parte substancial dos que entraram no recinto mais cedo concentraram-se em longas filas para no final receber qualquer coisa, seja um chapéu ou um apoio para a cabeça, seja para fazer uma competição de bicicleta, ter uma fita ou um lápis, fazer slide ou para a pintar a cara de verde.
 
As ofertas parecem ter um efeito mimético e quem não tem um chapéu preto ou um apoio branco para a cabeça forma uma fila junto da estrutura da EDP, às vezes já com um sofá vermelho da Vodafone, só para citar dois exemplos.
 
E se na chamada Rock Street se juntam pessoas apenas para beber ou aprender a dançar samba, se se juntam outras tantas para andar na roda gigante, se se espalham muitas pelas mesas de piquenique espalhadas pelo recinto, o maior sucesso mesmo é a fábrica dos sofás, que se carregam tão facilmente e que estão por todo o lado, especialmente perto dos principais palcos.
 
Fotos: Agência Zero