Festival de Lego atrai crianças e adultos a Porto Salvo

Festival de Lego atrai crianças e adultos a Porto Salvo

Um robot que resolve o cubo mágico de Rubik, o famoso jogo dos anos 80 que a maioria das crianças nunca conseguiu terminar, é uma das atrações do festival de Lego, que está a decorrer em Oeiras, Lisboa.

Foram precisos três meses de trabalho e organização para conseguir montar a exposição que, até terça-feira, estará aberta ao público no Clube Recreativo Leões de Porto Salvo, em Oeiras, onde milhões de peças Lego se transformaram em cidades, cenários do ‘Star Wars’ ou ‘Harry Potter’, navios de pirata e até sambódromos com direito a “brasileiras” vestidas apenas de biquíni.

Divididas por temas, as construções foram feitas por pouco mais de 30 sócios da PLUG - Associação Portuguesa de Utilizadores de Lego, que, nos últimos três meses, foram conversando no fórum ‘online’ e delineando estratégias.

Se alguns projetos foram montados apenas por uma pessoa, outras são o resultado de um trabalho de grupo, como foi o caso de um enorme castelo que foi desenhado e dividido em partes.

“Nós vamos desenhando as construções e depois dividimos entre nós as tarefas. Há coisas mais simples de dividir, como uma cidade em que cada pessoa pode ficar com a construção de uma casa ou uma rua, mas também existem construções, como o castelo, que são várias pessoas a fazer”, explicou à Lusa o presidente da PLUG, Fernando Correia.

Como a PLUG tem sócios em todo o país, a maioria dos encontros fazem-se num ‘chat’ do fórum da associação, assim como as reuniões e divisão de tarefas. Depois, de vez em quando, lá se encontram na garagem da associação, contou Fernando Correia.

Para o evento que está a decorrer em Porto Salvo, os sócios voltaram a encontrar-se para juntar as construções. Até terça-feira, os artistas vão estar disponíveis para mostrar o seu trabalho aos visitantes.

Ao final da manhã de hoje, já tinham visitado a exposição cerca de 3.500 pessoas, na sua maioria crianças acompanhadas pelos pais, como era o caso do Martim, de 13 anos, que gosta de Lego “desde criança”.

“Eu brinco com Legos desde criança e nesta feira gostei especialmente do Dragão a lançar fumo”, contou o rapaz, que diz ter em casa cerca de 20 caixas grandes de Lego.

Mesmo à frente da mesa da aldeia com dragões e montanhas, está uma outra onde os Legos são robotizados, havendo serpentes que circulam pelo chão do recinto, robots que fazem desenhos a pedido e até máquinas que conseguem solucionar o Cubo de Rubik.

Fernando Correia baralha as peças do cubo mágico e entrega-o ao robot que em menos de dois minutos consegue voltar a transformar o cubo em faces monocromáticas, perante o espanto dos visitantes. A maioria na casa dos 30/40 anos, ou seja, adultos que passaram muitas horas da sua juventude a tentar solucionar aquele cubo.

“Eu também conseguia fazer, mas era arrancando as peças todas e voltando a pôr”, contou sorridente à Lusa Pedro Dias, um pai que também foi com o filho à feira.

Mesmo ao lado, numa zona dedicada às crianças, os irmãos Daniel e David, mascarados de bombeiro e príncipe, desconhecem o significado de Cubo Mágico. Os irmãos querem aproveitar para fazer construções com os Legos deixados propositadamente nas mesas para os mais novos, que são muito mais do que os que têm em casa.

“Eu não brinco muito com Legos, mas se começar a brincar é de manhã até ao jantar”, contou à Lusa Daniel Maneiras, de 10 anos, que lamenta apenas o preço dos brinquedos, que também podem ser comprados na feira. “Deviam ter preços mais baixos, um boneco de Lego ou um porta-chaves custa cinco ou seis euros”, criticou.

Mas o grande objetivo da feira, garante o presidente da PLUG, não é vender mais caixas de peças, mas sim fazer uma festa à volta de uma grande paixão.

“Brincámos com Legos quando eramos miúdos e depois, mais tarde, volta esta paixão e este desejo de brincar, de construir coisas e dar asas à imaginação. Isto para nós é uma festa”, concluiu.