Rita Redshoes com concertos nos Estados Unidos a sonhar com a internacionalização

Rita Redshoes com concertos nos Estados Unidos a sonhar com a internacionalização
A cantora portuguesa Rita Redshoes atua este mês em Nova Iorque e em Fall River, nos Estados Unidos, e espera dar os primeiros passos na sua internacionalização.
 
Os concertos são apresentados pelo Arte Institute e acontecem no dia 08, em Nova Iorque, na sala Drom, e no dia 11, em Fall River, no Narrows Center for the Arts.
 
"Tenho [interesse em internacionalizar a minha carreira] e tem sido um processo em crescendo. Faz-me sentido partilhar a minha música com o maior número possível de pessoas", explicou a artista à agência Lusa.
 
Rita Redshoes, ex-vocalista dos Atomic Bees e ex-teclista de David Fonseca, tem carreira a solo desde 2007, ano em que deu a conhecer o single 'Dream On Girl', incluído na colectânea "Novos Talentos - FNAC 2007" e considerado, por alguns órgãos de comunicação, um dos melhores desse ano.
 
Em 2008, lançou o seu primeiro álbum a solo, com o titulo "Golden Era", com o qual conseguiu uma nomeação para os MTV Europe Music Awards, como melhor artista portuguesa, e de onde saíram alguns sucessos como "Hey Tom" e "Chose Love".
 
"Tento não criar expectativas, mas acredito que serei bem recebida por norte-americanos e portugueses e que a minha música possa criar um ambiente de partilha, transformando as duas noites em momentos especiais para mim e para quem me vier ouvir", disse.
 
Ana Ventura Miranda, diretora do Arte Institute, diz que a Rita Redshoes "é uma das cantoras que muito bem representam o Portugal contemporâneo."
 
"É extremamente importante trazer aos Estados Unidos estas novas vozes da música portuguesa, que em muito contribuirão para uma nova e atualizada imagem da nossa musicalidade", explicou a responsável à Lusa.
 
Além do Arte Institute, o concerto em Fall River é ainda apoiado pelo Portugalia Marketplace, pelo Centro de Estudos e Cultura Portuguesa da UMass Dartmouth (Universidade do Massachusetts) e pela Radio WJFD.
 
"Ela é muito diferente da música portuguesa que conhecemos aqui. É algo que tem de ser explorado. Estou a pensar na segunda e terceira gerações, miúdos que vão ter interesse nesta nova cena [musical]", explicou o dono do Portugalia Marketplace, Michael Benevides.