Retrospetiva sobre Maria do Céu Guerra no Teatro Experimental de Cascais

Retrospetiva sobre Maria do Céu Guerra no Teatro Experimental de Cascais
O Teatro Experimental de Cascais (TEC) tem patente uma exposição retrospetiva sobre Maria do Céu Guerra, composta por fotografias de quando atuou no TEC e que mostra as personagens, "rostos" e figurinos vestidos pela atriz.
 
A exposição mostrará ainda fotografias dos espetáculos que subiram ao palco e daqueles que a censura proibiu, antes do 25 de Abril, impedindo que se estreassem, segundo o TEC.
 
Patente no Espaço Memória – Teatro Experimental de Cascais, a mostra traça o percurso da carreira de Maria do Céu Guerra, iniciada em 1963, na Casa da Comédia, na peça “Deseja-se mulher”, de Almada Negreiros, com direção de Fernando Amado.
 
Dois anos depois, Maria do Céu Guerra ingressou no TEC, companhia da qual foi uma das fundadoras, ao lado de atores como Zita Duarte, João Vasco, Santos Manuel, Cármen Gonzalez, António Rama e Manuel Cavaco.
 
Neste grupo pontuavam também os pintores Luís Pinto-Coelho e Francisco Relógio, bem como o já consagrado músico Carlos Paredes.
 
“Esopaida ou a vida de Esopo”, de António José da Silva (O Judeu), encenada por Carlos Avilez, foi a peça de estreia da atriz no teatro de Cascais.
 
Após a saída do TEC, Maria do Céu Guerra iniciou o movimento cultural que viria a transformar-se no que é hoje a companhia A Barraca.
 
Atriz multifacetada, como destaca o TEC, Maria do Céu Guerra fez incursões na revista, na comédia, no cinema e na poesia. Tem ainda participado em séries e em telenovelas portuguesas.
 
Em 2013, venceu o Globo de Ouro e o prémio Sophia para melhor atriz de cinema pelo desempenho no filme “Os gatos não têm vertigens”, realizado por António-Pedro Vasconcelos.
 
Em agosto de 1985 foi agraciada com o título de Dama da Ordem Militar de Santiago da Espada e, em junho, de 1994, comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.