Reflexão sobre a tarefa de educar

Reflexão sobre a tarefa de educar
É com enorme prazer que volto a estar convosco para partilhar alguns conceitos e ideias sobre esta fantástica ciência que é a psicologia! Sabendo que cada pessoa é única e especial na sua forma de sentir, pensar, percepcionar o que a rodeia e agir, a verdade é que funcionamos com e perante os outros. 
 
Nós e os outros pretende interagir, escutar as suas questões, aprender com as suas experiências pois sempre acreditei que a vida torna-se mais rica quando partilhada. Sejam os temas educação, auto estima, gestão de conflitos, relações intra e inter pessoais,  etc, espero despertar o seu interesse mas, também, contar com a sua opinião!
Assim sendo deixo no ar uma reflexão sobre a fantástica tarefa que é educar os mais pequenos. A verdade é que a sua escolha, no estilo educativo que utilizar,  terá consequências mais ou menos positivas na forma como ele/a se vê a si próprio/a e, na forma como  se relacionará com os outros.
 
Veja como?
 
Estilo autoritário:
Valorizam o controlo e a obediência inquestionável
Inflexíveis, intransigentes com regras que impõem
Punem + ou - violentamente os filhos pela violação regras
Mais desligados e menos calorosos com filhos 
Um estilo educativo com estas características tem obviamente consequências na forma com a criança se vai desenvolver.
 
Consequências:
Filhos têm menor capacidade de formar opiniões, ter iniciativa, tomar decisões, dizer não a outros que considerem “autoridade”
Por não se sentirem amados, têm mais dificuldades em amar
Filhos crescem descontentes, inibidos, inseguros, pouco confiantes das suas capacidades 
Baixa auto-estima e sentimento de revolta interior, o que facilita os comportamentos de desafio à autoridade na adolescência.
 
Estilo permissivo:
Pais valorizam em demasia  a auto-expressão  e auto-regulação da criança
Excesso de liberdade
Monitorização e controle de atividades e comportamento a cargo dos filhos
Não estabelecem regras. 
Quando as estabelecem, consultam os filhos e se estes discordam alteram-nas de acordo com a vontade dos pequenitos!!!!Raramente castigam, excepto quando o “copo transborda”, e aí,  em bom português, “salta a tampa” e toca de castigar.
São, normalmente, pais calorosos, inexperientes, emotivos, não controladores e pouco exigentes. 
 
Consequências:
Filhos têm mais dificuldade de adaptação à escola e à sociedade 
Mais dificuldades em aceitar e cumprir regras 
Tendem a reagir com mais agressividade face à contrariedade 
Têm menor auto-controlo
Mais caprichosos e exigentes com os outros
Maior propensão para exibirem comportamentos de risco na adolescência
 
Ana Paula Reis 
Psicóloga