Reativação do Elétrico 24 deixou de ser prioridade

Reativação do Elétrico 24 deixou de ser prioridade
A empresa Transportes de Lisboa garantiu hoje que a reativação do elétrico 24 "continua a não ser uma prioridade" por haver autocarros que ligam Campolide ao Cais do Sodré, informação que contradiz a intenção da Câmara.
   
"A eventual reposição da circulação de elétricos de serviço público da carreira 24E continua a não ser uma prioridade, dado que existe já um serviço de transporte em autocarro que garante o percurso em causa", lê-se numa resposta escrita da Transportes de Lisboa enviada à agência Lusa.
 
Na quarta-feira, o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, disse à Lusa que a reabilitação do Cais do Sodré, que assenta na reorganização do terminal de autocarros e de elétricos e em mais espaços verdes, vai iniciar-se no final de outubro.
 
Qualificando este como o "interface mais importante de Lisboa", Manuel Salgado referiu que haverá uma reorganização do "terminal de camionagem da [operadora de transportes] Carris, em complemento com a estação de caminho-de-ferro" no Cais do Sodré.
 
A intervenção, orçada em cerca 6,5 milhões de euros, centra-se também em "reorganizar a linha dos elétricos".
 
O objetivo é que seja reativado o elétrico 24, fazendo "a ligação desde Campolide até cá a baixo, ao Cais do Sodré", frisou o autarca, que falava à Lusa no final da reunião pública de quarta-feira à tarde.
 
Manuel Salgado esclareceu, na mesma ocasião, que caberá à Transportes de Lisboa voltar a implementar esta carreira, sendo que a transportadora já "elaborou o projeto chamado material de via, com agulhas e carris".
 
Apesar de a reativação do elétrico 24 não ser, para já, uma opção, a Transportes de Lisboa referiu que "tem vindo a acompanhar o projeto de reordenamento da praça do Cais do Sodré, promovido pela Câmara Municipal de Lisboa, no qual está contemplada a construção de uma via de circulação/inversão e zona para tomada e largada de passageiros de elétrico".
 
Segundo o vereador Manuel Salgado, o executivo municipal, de maioria socialista, pretende também "aumentar a área de espaço verde central" no Cais do Sodré, tornando este espaço público "mais utilizável", bem como "tirar dali o estacionamento".
 
"Será um espaço de usufruto das pessoas com ligação ao rio, [já que] tem essa grande vantagem", acrescentou o responsável.
 
Manuel Salgado adiantou que esta intervenção se estenderá ao Largo do Corpo Santo e à Rua do Arsenal. Neste último local, será feita a repavimentação da via e o alargamento dos passeios "ao lado das lojas".
 
Também no início deste mês, começam as obras no Campo das Cebolas, onde se vai construir um parque de estacionamento subterrâneo com 260 lugares que será gerido pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL).
 
Ali vai ainda haver um reordenamento do tráfego e repavimentação, sendo ainda construído um parque infantil, obras de cerca de 14 milhões de euros (incluindo o parque).