Queniana é figura principal em corrida que pretende juntar 15 mil mulheres em Lisboa

Queniana é figura principal em corrida que pretende juntar 15 mil mulheres em Lisboa

A queniana Rita Jeptoo é a figura principal na vertente mais competitiva da nona edição da Corrida da Mulher, agendada para 18 de maio, em Lisboa.

A prova, uma organização do Maratona Clube de Portugal, é uma corrida de solidariedade, cujo objetivo principal é a angariação de fundos para o combate ao cancro da mama, e realiza-se num troço de cinco quilómetros, entre Santos e Belém.

Este ano, contará com a queniana Jeptoo, uma antiga vencedora da meia-maratona de Lisboa em 2007 e que recentemente, na última segunda-feira, venceu a maratona de Boston, depois de já o ter conseguido em 2013 e 2006.

Além de Rita Jeptoo, está prevista também a participação das portuguesas Sara Moreira, Anália Rosa ou Leonor Carneiro, bem como da etíope Feyese Boro (quarta em Londres), da queniana Filomena Daniel (vencedora da maratona de Paris) ou da italiana Anna Incerti.

“Antes de ser uma prova de atletismo é um ato de cidadania na recolha de fundos que nos possam ajudar neste combate ao cancro da mama”, disse o organizador Carlos Móia, presidente do Maratona Clube de Portugal.

Móia lembrou que a cada dia morrem quatro mulheres com cancro da mama e 13 são diagnosticadas com a doença e que foi com estes números que decidiu organizar esta corrida, por entender que existia uma “obrigação social”.

Nos dias de hoje, os números ainda são idênticos, segundo revelou Carlos Móia, explicando que ainda são muitas as mulheres que não fazem o rastreio.

Do lado da Liga Portuguesa Contra o Cancro esteve Rita Teles Branco, que referiu existirem no país 15 unidades móveis de rastreio – numa cobertura de 85 por cento do território – e que a ajuda da Corrida da Mulher tem sido fundamental.

“Temos 15 unidades móveis, `duas e meia´ foram oferecidas com esta iniciativa”, sublinhou Rita Teles Branco, lembrando o custo que estas têm e o facto de se ter angariado pouco mais de 600.000 euros desde a primeira edição da corrida.

O problema continua a ser o facto de muitas mulheres não realizarem o rastreio, sendo necessário, segundo a responsável, “mudar mentalidades e porque esse é o caminho para a cura”, num cancro com uma taxa de cura superior a 90 por cento, se descoberto precocemente.

A Corrida da Mulher, que conta já com 9.000 inscritas (podendo chegar a 15.000), terá partida de Santos, às 10:30, e chegada junto à Torre de Belém.

A iniciativa, que tem um prémio individual de 500 euros, premiará também vários segmentos: Prémio Empresas (duas atletas), prémio Mãe e filha (duas), Prémio Amigas (três) e prémio Avó e neta (duas).