Queluz reforça médicos de família

Queluz reforça  médicos de família
A melhoria dos serviços de saúde prestados no concelho de Sintra é uma “transformação” em curso, coincidiram ministro da saúde e presidente da Câmara durante a inauguração do novo Centro de Saúde de Queluz. O edifício abarca uma USF e uma unidade de psiquiatria da infância e da adolescência e terá, durante 2018, um reforço de meios.
Destinado a dar resposta a cerca de 23 mil utentes, o novo Centro de Saúde de Queluz, instalado no edifício, adaptado, da antiga escola básica D. Fernando II, implicou um investimento de cerca de um milhão e 100 mil euros, 30% do qual a cargo da Câmara de Sintra, que também foi responsável pelo projecto e pela execução da obra. 
O edifício, inaugurado no passado dia 19 de Dezembro pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, alberga a Unidade de Saúde Familiar (USF) D. Maria I, que funciona com sete médicos, sete enfermeiros e cinco administrativos no secretariado clínico (de segunda a sexta, das 08h00 às 20h00), assim como a unidade de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra). As novas instalações entraram em actividade no início do passado mês de Outubro, substituindo os serviços de saúde anteriormente disponibilizados, há mais de 30 anos, num prédio de habitação na cidade de Queluz.
Segundo explicou Eunice Carrapiço, coordenadora da Equipa de Apoio ao Desenvolvimento dos Cuidados de Saúde Primários, da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), a nova USF permite atribuir médico de família a 13 mil utentes. Quanto aos restantes cerca de 10 mil utentes em falta, ficarão a aguardar pela criação de uma segunda USF com a respectiva equipa clínica, o que deverá concretizar-se “até ao final de 2018”.  
“Sintra já merecia há muitos anos”
 
A inauguração do Centro de Saúde de Queluz, que contou, igualmente, com a presença da nova secretária de Estado da Saúde, Rosa Matos Zorrinho, e de Luís Pisco (que sucedeu àquela na presidência da ARS-LVT), foi aproveitada pelos promotores da obra para fazerem um ponto de situação sobre os investimentos, previstos e em curso, no concelho de Sintra e não só.
“Vamos ter, finalmente, em Sintra, toda a rede de cuidados primários de saúde renovada, com novos equipamentos, com um número recorde de médicos de família e, consequentemente, de cidadãos com cobertura por médicos de família”, frisou Adalberto Campos Fernandes, mencionando, ainda, os cuidados paliativos ou os cuidados continuados “em projecto”, entre outras iniciativas…
“Estamos a fazer por Sintra aquilo que Sintra já merecia, de facto, há muitos anos porque foi um concelho que sempre teve uma elevada pressão demográfica e teve, infelizmente, respostas de saúde abaixo daquilo que precisava”, destacou o ministro da Saúde, aproveitando a ocasião para revelar que – segundo informação que lhe foi transmitida, na ocasião, pelo presidente da autarquia – “está à beira de ser adjudicado o concurso para o projecto de construção” do Hospital de Proximidade de Sintra, previsto para um terreno na zona da Cavaleira (Algueirão-Mem Martins), cedido pelo município, que neste caso assegura o seu financiamento integral, de cerca de 30 milhões de euros (assumindo o Governo o equipamento e funcionamento da nova unidade hospitalar).
“O Hospital Amadora-Sintra vai beneficiar muito, não só do novo pólo hospitalar, como beneficiará, também, da nova oferta de Cascais, que nós esperamos que, em concurso público internacional, possa também alargar em número de freguesias do concelho de Sintra”, explicou Adalberto Campos Fernandes. 
De melhorias falou, também, Basílio Horta. Lembrando que o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do concelho possui 422 mil pessoas inscritas, o edil sintrense salientou que “há bem pouco tempo faltavam mais de 60 médicos de família e agora são 16”.
“Há um progresso notável que se tem vindo a fazer”, elogiou, fazendo notar que a atracção de novos médicos de família não pode acontecer “se não fizermos as obras, dando condições aos médicos para virem trabalhar para aqui”. Algo que, rematou, “o ministério, em conjunto com a Câmara, tem vindo a fazer”.
Numa visão mais global, o edil sintrense destacou que “estamos a transformar, no melhor sentido do termo, o nosso concelho na área da saúde”. A talho de foice, elencou várias obras nesta área, desde a conclusão, no primeiro trimestre de 2018, do novo Centro de Saúde de Sintra (integralmente financiado, em cerca de 900 mil euros, pelo município) à construção de equipamentos similares em Agualva, Almargem do Bispo e Algueirão-Mem Martins (obra adjudicada em recente reunião camarária), sem esquecer – Basílio Horta fez questão de o recordar ao ministro – o caso do Centro de Saúde de Belas, o qual, segundo o edil, está a ser alvo  de negociações entre autarquia e Poder Central “para que venha a ser, também, uma realidade”.
Segundo a ARS-LVT, o Agrupamento de Centros de Saúde de Sintra tem, actualmente, em funcionamento 15 USF, nove Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados, cinco Unidades de Cuidados na Comunidade, uma Unidade de Saúde Pública e uma Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados.
 
Jorge A. Ferreira
Destinado a dar resposta a cerca de 23 mil utentes, o novo Centro de Saúde de Queluz, instalado no edifício, adaptado, da antiga escola básica D. Fernando II, implicou um investimento de cerca de um milhão e 100 mil euros, 30% do qual a cargo da Câmara de Sintra, que também foi responsável pelo projecto e pela execução da obra. 
O edifício, inaugurado no passado dia 19 de Dezembro pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, alberga a Unidade de Saúde Familiar (USF) D. Maria I, que funciona com sete médicos, sete enfermeiros e cinco administrativos no secretariado clínico (de segunda a sexta, das 08h00 às 20h00), assim como a unidade de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra). As novas instalações entraram em actividade no início do passado mês de Outubro, substituindo os serviços de saúde anteriormente disponibilizados, há mais de 30 anos, num prédio de habitação na cidade de Queluz.
Segundo explicou Eunice Carrapiço, coordenadora da Equipa de Apoio ao Desenvolvimento dos Cuidados de Saúde Primários, da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), a nova USF permite atribuir médico de família a 13 mil utentes. Quanto aos restantes cerca de 10 mil utentes em falta, ficarão a aguardar pela criação de uma segunda USF com a respectiva equipa clínica, o que deverá concretizar-se “até ao final de 2018”.  
 
“Sintra já merecia
há muitos anos”
 
A inauguração do Centro de Saúde de Queluz, que contou, igualmente, com a presença da nova secretária de Estado da Saúde, Rosa Matos Zorrinho, e de Luís Pisco (que sucedeu àquela na presidência da ARS-LVT), foi aproveitada pelos promotores da obra para fazerem um ponto de situação sobre os investimentos, previstos e em curso, no concelho de Sintra e não só.
“Vamos ter, finalmente, em Sintra, toda a rede de cuidados primários de saúde renovada, com novos equipamentos, com um número recorde de médicos de família e, consequentemente, de cidadãos com cobertura por médicos de família”, frisou Adalberto Campos Fernandes, mencionando, ainda, os cuidados paliativos ou os cuidados continuados “em projecto”, entre outras iniciativas…
“Estamos a fazer por Sintra aquilo que Sintra já merecia, de facto, há muitos anos porque foi um concelho que sempre teve uma elevada pressão demográfica e teve, infelizmente, respostas de saúde abaixo daquilo que precisava”, destacou o ministro da Saúde, aproveitando a ocasião para revelar que – segundo informação que lhe foi transmitida, na ocasião, pelo presidente da autarquia – “está à beira de ser adjudicado o concurso para o projecto de construção” do Hospital de Proximidade de Sintra, previsto para um terreno na zona da Cavaleira (Algueirão-Mem Martins), cedido pelo município, que neste caso assegura o seu financiamento integral, de cerca de 30 milhões de euros (assumindo o Governo o equipamento e funcionamento da nova unidade hospitalar).
“O Hospital Amadora-Sintra vai beneficiar muito, não só do novo pólo hospitalar, como beneficiará, também, da nova oferta de Cascais, que nós esperamos que, em concurso público internacional, possa também alargar em número de freguesias do concelho de Sintra”, explicou Adalberto Campos Fernandes. 
De melhorias falou, também, Basílio Horta. Lembrando que o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do concelho possui 422 mil pessoas inscritas, o edil sintrense salientou que “há bem pouco tempo faltavam mais de 60 médicos de família e agora são 16”.
“Há um progresso notável que se tem vindo a fazer”, elogiou, fazendo notar que a atracção de novos médicos de família não pode acontecer “se não fizermos as obras, dando condições aos médicos para virem trabalhar para aqui”. Algo que, rematou, “o ministério, em conjunto com a Câmara, tem vindo a fazer”.
Numa visão mais global, o edil sintrense destacou que “estamos a transformar, no melhor sentido do termo, o nosso concelho na área da saúde”. A talho de foice, elencou várias obras nesta área, desde a conclusão, no primeiro trimestre de 2018, do novo Centro de Saúde de Sintra (integralmente financiado, em cerca de 900 mil euros, pelo município) à construção de equipamentos similares em Agualva, Almargem do Bispo e Algueirão-Mem Martins (obra adjudicada em recente reunião camarária), sem esquecer – Basílio Horta fez questão de o recordar ao ministro – o caso do Centro de Saúde de Belas, o qual, segundo o edil, está a ser alvo  de negociações entre autarquia e Poder Central “para que venha a ser, também, uma realidade”.
Segundo a ARS-LVT, o Agrupamento de Centros de Saúde de Sintra tem, actualmente, em funcionamento 15 USF, nove Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados, cinco Unidades de Cuidados na Comunidade, uma Unidade de Saúde Pública e uma Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados.
 
Jorge A. Ferreira