Quase 18 mil queixas na saúde, tempos de espera lideram reclamações na ERS

Quase 18 mil queixas na saúde, tempos de espera lideram reclamações na ERS
Quase 18 mil reclamações deram entrada na Entidade Reguladora da Saúde (ERS) entre janeiro e junho deste ano, com o tempo de espera a motivar o maior número de queixas dos utentes.
 
De acordo com este relatório referente ao primeiro semestre do ano, que é também o primeiro em que a ERS analisa as reclamações recebidas contra prestadores do setor público, nesse período entraram 19.820 processos, dos quais 17.823 (89,9%) eram queixas.
 
Chegaram ainda à ERS 2.027 elogios e louvores.
 
A maioria das reclamações (50,9%) foi proveniente de utentes da região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), a qual também recebeu o maior número de elogios (55,7%).
 
Os serviços públicos de saúde foram objeto de mais queixas (66,3%), com os prestadores com internamento a serem os mais visados: 78,1% das reclamações do setor público e 74,1% das do setor privado.
 
"A temática mais recorrentemente assinalada nas reclamações é a dos tempos de espera (com 20,6% das ocorrências, em 25,1% dos processos de reclamação) particularmente os tempos de espera para atendimento clínico não programado", lê-se no relatório.
 
Os utentes queixaram-se também dos cuidados de saúde e segurança do doente (15,9% das ocorrências, em 19,3% das reclamações).
 
Em relação aos louvores, em 73,3% dos casos foram dirigidos a prestadores do setor público, nomeadamente à atividade clínica. Um terço dos louvores (33,9%) dirigiu-se ao pessoal clínico e 23,5% à organização dos serviços clínicos.
 
No primeiro semestre do ano a ERS arquivou 7.313 processos. "Em 76,2% das situações não houve necessidade de intervenção regulatória acrescida por parte da ERS, enquanto 3,3% dos processos foram objeto de intervenção supervisora adicional", lê-se no documento.
 
Em 2,1% dos processos "a situação foi ultrapassada por ação dos próprios prestadores, e 2% foram objeto de transferência para outras entidades (maioritariamente para ordens profissionais). Os restantes 16% foram liminarmente arquivados".