PSD e CDS asseguram que oncologia no centro Barreiro/Montijo não vai fechar

PSD e CDS asseguram que oncologia no centro Barreiro/Montijo não vai fechar

Os partidos da maioria asseguraram hoje no parlamento que não há qualquer intenção do Governo de encerrar o serviço de oncologia no Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, em resposta a uma petição que pede o reforço de médicos nesta especialidade.
Cinco mil cidadãos subscreveram uma petição contra a redução de médicos oncologistas naquele centro hospitalar, enquanto PCP, Bloco de Esquerda e Verdes apresentaram projetos de resolução a pedir ao Governo a continuidade dos serviços de oncologia e a implementação de uma plataforma de complementaridade entre os hospitais do Barreiro, Almada e Setúbal.
"O grave problema que mais uma vez aqui se coloca é o da carência de profissionais de saúde. Num curto espaço de tempo, o serviço de oncologia perdeu vários especialistas a tempo inteiro, sem terem sido substituídos", alertou o deputado comunista Bruno Dias, repudiando o "caráter particularmente revoltante e até desumano deste tipo de opções políticas".
Mariana Aiveca (BE) referiu que este hospital é "pioneiro na resposta a esta patologia", que desde há 15 anos "tem sido considerada uma área de desenvolvimento estratégico" desta unidade hospitalar, o que implicou "avultados investimentos".
Pelos Verdes, Heloísa Apolónia referiu que foi criado "um serviço de excelência, coisa quase rara", mas a carência de profissionais de saúde levou a uma "insuficiência do próprio serviço".
O social-democrata Bruno Vitorino disse não compreender as iniciativas dos três partidos, ao afirmar que já foi repetido "à exaustão" que "não há orientações nem decisões políticas para encerrar", acusando a "esquerda radical" de recorrer a "falsidades e ao alarme geral".
O deputado do CDS João Serpa Oliva afirmou que "a falta de especialistas é um dos problemas mais graves" na oncologia e assegurou não existir "qualquer opção governativa" de encerrar este serviço. Pelo contrário, sublinhou, já abriram vagas para contratar novos profissionais, mas o conselho de administração tem tido "dificuldade em encontrar" interessados.
A socialista Antónia Almeida Santos citou uma resposta do Governo no mesmo sentido e acrescentou: "Quero acreditar nisto e não na hipótese, que já ouvi, de um mega centro hospitalar para 700 mil utentes na península de Setúbal".