Honda Civic: Proposta melhorada

Honda Civic: Proposta melhorada

Novo Honda Civic torna-se mais atractivo, com excelente relação entre preço e qualidade.

Mantém as linhas atrevidas e futuristas que já evidenciava, mas parece agora munido de um estilo mais consensual e capaz de ganhar posições no disputado segmento C. Cresceu 4,5 cm e tem mais 1 cm de largura, mas a distância entre-eixos diminuiu 3 cm. Uma conjugação de medidas que, face a um interior reconfigurado, reforça a habitabilidade e o espaço da bagageira, agora com 477 litros. Ou seja, temos um Civic mais espaçoso, capaz de ombrear com modelos de maior vocação familiar, mantendo a imagem desportiva que o caracteriza.
Das mexidas operadas pelo fabricante japonês destacam-se evoluções no sistema de suspensões, com ganhos no conforto e na estabilidade, mesmo em pisos mais degradados. Ao nível do equipamento também há uma evolução considerável. Destaque para o i-MID, sistema multimédia que num ecrã de 5 polegadas disponibiliza várias informações e que até permite personalização com fotos de família. Há uma câmara de estacionamento com guias, num pacote tecnológico que contempla ainda ‘cruise control’ adaptativo, alerta de obstáculos e de probabilidade de embate com função de travagem automática, além de evoluídos sistemas de som e de navegação.
Nota-se, igualmente, uma enorme preocupação na correcção dos pontos mais criticados na geração anterior, nomeadamente no que toca à visibilidade através do óculo traseiro.
No lançamento nacional do novo Civic, tivemos oportunidade de testar a motorização 1.4 i-VTEC, de 100 cv, a que mais impacto terá no nosso mercado, devido ao preço a que é comercializada, na casa dos 21 200 euros (versão Sport). Podemos dizer que este motor não garante grandes prestações a quem gosta de carregar no pedal, revelando-se por vezes algo lento e anémico, mas é mais do que suficiente para uma condução equilibrada e tranquila. Depois, a nível de consumos é suficientemente moderado para se revelar como boa escolha (durante os cinco dias de ensaio registámos uma média de de 6,2 l/100 km). O sistema ‘start/stop’, de série, e a tecla ‘Econ’ ajudam na poupança.
Nesta fase de lançamento e enquanto a marca não disponibilizar o novo bloco Diesel de 1,6 litros e 120 cv, a motorização 2.2 i-DTEC, com 150 cv, apresenta um preço bastante atractivo, na casa dos 28 mil euros, de modo a fazer face às propostas da concorrência.
Paulo Parracho

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