Prisão preventiva para os dez detidos na Amadora por crime violento

Prisão preventiva para os dez detidos na Amadora por crime violento
Os dez detidos no âmbito de uma operação que a PSP e a PJ realizaram no início do mês na Amadora contra crimes violentos ficaram em prisão preventiva, revelou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).
   
A PGDL acrescenta que "nove dos arguidos ficaram fortemente indiciados pela prática de crimes de roubo agravado e o décimo pela prática de crimes de detenção de arma proibida e ofensa à integridade física grave".
 
De acordo com a PGDL, os detidos foram apresentados a primeiro interrogatório judicial no âmbito de cinco inquéritos, todos eles a correr termos na 3.ª secção da Amadora do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP).
 
A operação, que decorreu no passado dia 01, resultou da investigação de diversos crimes de roubo a pessoas na via pública, "nomeadamente através de força física e com recurso a arma branca, assim como a utentes dos transportes públicos de caminho-de-ferro, em particular da linha de Sintra", explicou na altura a PSP.
 
Na altura, em comunicado, a PJ informou que, em articulação com a PSP, "deu cumprimento a 13 mandados de busca domiciliária, visando residências situadas no Bairro 6 de Maio, Casal da Mira, Bairro do Zambujal e Estrada Militar, todas no concelho da Amadora".
 
Além das buscas cumpridas pela PJ, a esquadra de investigação criminal da PSP da Amadora concretizou mais oito buscas, incluindo no bairro do Casal da Boba, na Amadora, e numa residência em Mira Sintra, no concelho de Sintra, segundo fonte policial.
 
No decurso das operações foram apreendidos telemóveis e 'tablets' obtidos nos roubos, roupas utilizadas nos assaltos e uma réplica de uma arma de guerra, supostamente utilizada em assaltos à mão armada.
 
A réplica era de uma espingarda automática G36, uma das armas utilizadas pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP.
 
A operação envolveu 150 elementos da PSP e da Polícia Judiciária e dois magistrados do Ministério Público.
 
Segundo a PGDL, a investigação prossegue sob a direção do Ministério Público, com a coadjuvação da PSP e da PJ.