Presidentes de juntas de Sintra contestam encerramento de postos de correios

Presidentes de juntas de Sintra contestam encerramento de postos de correios

Os presidentes das juntas de Algueirão-Mem Martins, Colares e São João das Lampas, em Sintra, contestaram hoje o encerramento de postos de correio nas suas freguesias, considerando que vai prejudicar cerca de 90 mil pessoas.
Os três presidentes eleitos pelo PSD – e que já anunciaram as suas recandidaturas às juntas pelo movimento independente liderado pelo vice-presidente da câmara de Sintra - entregaram hoje uma carta nos CTT de Sintra, na qual manifestam o seu desagrado à administração da empresa quanto à decisão de encerrar as três estações de correios.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da junta de Algueirão-Mem Martins, a maior freguesia do país, disse que o encerramento da estação de correios das Mercês vai prejudicar uma população de cerca de 20 mil pessoas.
Manuel do Cabo adiantou que outras das medidas anunciadas pelos CTT contemplam quer o encerramento, durante o período de almoço, da estação de Algueirão-Mem Martins, quer a suspensão do posto móvel do Cacém, que afeta as zonas de Pexiligais e do Recoveiro, cujos moradores serão agora obrigados a deslocar-se vários quilómetros para tratar de assuntos relacionados com os correios.
"É lamentável. Prejudica gravemente os idosos que ainda tratam tudo nos correios, desde receber as suas pensões até ao pagamento de despesas. Os correios deviam ser vistos também como uma instituição social", considerou.
Segundo o presidente da junta de São João das Lamas, Guilherme Ponce Leão, apesar de os CTT cederem os serviços na sua freguesia a um privado - uma papelaria - os serviços de encomendas expresso não estarão englobados e obrigarão a deslocações de dezenas de quilómetros para levantar encomendas.
"As populações de Almoçageme, São Julião, Galamares e de quase metade do concelho de Sintra têm que ir à sede do concelho levantar encomendas. Vou fazer tudo por tudo para que isto não aconteça", afirmou.
Em resposta à agência Lusa, os CTT referem que esta transferência de serviços é consequência do "sobredimensionamento da oferta dos CTT" em Sintra, onde entre 2007 e 2011 o tráfego caiu 15,4 por cento e que, dada a "elevada densidade" de balcões no concelho, esta "transferência" de serviços terá um impacto nulo.
Segundo os CTT, todos os serviços postais continuarão disponíveis, incluindo os pagamentos de vales de prestações sociais, a cobrança de faturas e a receção de objetos registados e encomendas e, nos casos em que "os clientes o desejarem, os correios poderão inclusivamente garantir o pagamento de vales ao domicílio".
A oferta do grupo CTT em Sintra contempla 17 estações de correio (lojas próprias dos CTT), 16 postos de correio (lojas exploradas por privados), 74 postos de venda de selos e 92 agentes Payshop. A empresa vai remodelar a estação de Massamá e reinstalar a de Pêro Pinheiro num novo local.