Presidente do Estoril admite recurso a auditoria às contas da Liga

Presidente do Estoril admite recurso a auditoria às contas da Liga
O presidente do Estoril-Praia, Tiago Ribeiro, admitiu hoje o recurso a uma auditoria externa às contas da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e que os clubes podem ser chamados a um "maior esforço" financeiro.
O dirigente estorilista, um dos dinamizadores da candidatura de Luís Duque à presidência da LPFP, em lista única, nas eleições de hoje, revelou apreensão no que diz respeito às contas do organismo, "enquanto não houver um retrato fiel" da situação.
"É evidente que vai ser necessário algum tipo de contribuição de auditores externos", disse Tiago Ribeiro, para quem não será suficiente "a capacidade e o tempo de cada clube para vir à Liga e trabalhar" de forma a verificar o estado em que o anterior presidente, Mário Figueiredo, deixou os "cofres" do organismo.
"Se tiver de haver contribuição e esforço dos associados, vamos ter de pensar em qualquer solução para viabilizar futebol profissional", acrescentou.
Relativamente à candidatura de Luís Duque, única a sufrágio na Assembleia Geral eleitoral de hoje, Tiago Ribeiro é da opinião que o antigo dirigente sportinguista levará à Liga de clubes "bagagem e conhecimento do futebol".
"Já demonstrou que conhece as necessidades e que conhece as pessoas, trazendo uma linguagem que tornará mais fácil juntar patrocinadores e todos os que possam financiar o futebol profissional", disse Tiago Ribeiro.
Para mais rapidamente procurar meios de financiamento, uma das primeiras medidas da direção de Luís Duque passará, segundo o dirigente estorilista, pela alteração estatutária.
"Com garantias de um cenário mais harmonioso e consensual certamente que aparecerão patrocinadores e investidores com interesse no mercado do futebol", afirmou.
Questionado sobre a ausência de apoio do Sporting, publicamente declarada, à lista de Duque, Tiago Ribeiro retorquiu: "Tenho a certeza que o Sporting pretende o mesmo que nós, as mesmas mudanças".
"Só tem que entender que para isso era necessário mudar o estado da Liga, pois não havia consenso nem diálogo. Era uma direção beligerante para com os clubes", concluiu.
O ato eleitoral em curso resultou da decisão do Conselho de Justiça de Federação Portuguesa de Futebol de anular as eleições de 11 de junho, que reconduziram Mário Figueiredo no cargo, em março, após processo que, irregularmente, afastou outros candidatos.