Presidenciais: Vota-se em escolas e juntas mas também stands e centros comerciais

Presidenciais: Vota-se em escolas e juntas mas também stands e centros comerciais
Juntas de freguesia e escolas são os locais mais comuns para se votar no domingo mas também há quem vote em complexos de piscinas, centros comerciais e até em ‘stands’ de automóveis que são também oficinas.
 
De acordo com a lei, os locais de voto devem ser edifícios públicos, de preferência escolas, sedes de municípios ou juntas de freguesia, “que ofereçam as indispensáveis condições de capacidade, segurança e acesso”.
 
No entanto, acrescenta -se no artigo 33 da lei eleitoral, “na falta de edifícios públicos em condições toleráveis, recorrer-se-á a um edifício particular requisitado para o efeito”.
 
É o que acontece em algumas localidades do país, onde servem de local de voto desde bibliotecas a centros sociais, de centros de dia e jardim-de-infância a associações desportivas.
Em Lisboa, além dos locais habituais, vota-se por exemplo num pavilhão municipal na Graça ou no Areeiro, e na freguesia de Santa Maria as seções de voto de sete a nove estão instaladas no Centro Comercial da Mouraria.
 
Em Marvila vota-se num salão de festas ou na sede do “Clube Oriental de Lisboa”, em Campolide no Átrio do Palácio da Justiça e no “Santana Futebol Clube”, em Arroios vota-se no Lisboa Ginásio Clube.
 
Na freguesia de Santo António, ao contrário de outras, não se vota numa única escola ou junta de freguesia. As 12 seções de voto estão distribuídas pelo edifício da EPAL, na Avenida da Liberdade, e por dois stands de automóvel, um na Rua Alexandre Herculano (onde votou José Sócrates nas últimas eleições) e outro na Rua da Escola Politécnica.
 
Na Escola Politécnica o stand é também oficina e nas últimas eleições a seção de voto número 11 ficava junto da área de diagnóstico, atrás da mesa nove, na “oficina de táxi”. Votou-se, e possivelmente vai voltar a votar-se a cheirar a gasóleo e com vista para automóveis de capô aberto, máquinas típicas e chão pintado de várias cores, consoante as necessidades da viatura.
 
Em 2014 alguns cidadãos chegaram a apresentar queixa por serem obrigados a votar em ‘stands’, dizendo que preferiam o anterior lugar de voto, na Imprensa Nacional-Casa da Moeda, na mesma rua. A autarquia justificou a opção por ‘stands’ com as condições de acessibilidade e por falta de espaços públicos na freguesia
 
Ainda que locais muito estranhos sejam raros encontram-se vários fora do comum, como centros sociais (por exemplo na freguesia da Campanhã, Porto) ou centros de dia (Santo Ildefonso, Porto).
 
No Porto vota-se também no Edifício Miragaia ou no Círculo Católico Operários do Porto, em Coimbra na Biblioteca Anexa de Touxemil, no Jardim de Infância de Eiras e na Associação Desportiva e Recreativa “Os Dragões Unidos de Vila Pouca”, em Cernache.
 
No passado igrejas também já foram locais de voto e hoje ainda se vota em complexos de piscinas, como em Alhandra, nos arredores de Lisboa, ou na sede dos bombeiros, como em Oeiras.
 
Porque a lei o permite, como permite que uma simples caixa de cartão sirva de urna de voto, já que não define o formato das urnas nem o material em que têm de ser feitas.
 
No domingo, se um eleitor votar numa oficina e colocar o voto numa caixa que embalou bielas de motor não tem que apresentar queixa, a não ser que escorregue em óleo derramado no chão. Porque a lei o permite.