Prémio Internacional Lopes-Graça para 'Lumen et Umbrae' de Marco de Biasi

Prémio Internacional Lopes-Graça para 'Lumen et Umbrae' de Marco de Biasi
A composição “Lumen et Umbrae”, do italiano Marco de Biasi, venceu o Prémio Internacional Fernando Lopes-Graça, anunciou hoje o Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria, em Cascais, que promove a competição.
 
A obra “Lumen et Umbrae” (do latim, “Luz e Sombras”) vai ser apresentada no dia 17 de dezembro, no Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria, no Monte Estoril, em Cascais.
 
Segundo a mesma fonte, a obra venceu “por unanimidade”, entre as 30 obras inéditas para guitarra, apresentadas a concurso.
 
Marco di Biasi, guitarrista, compositor e pintor premiado internacionalmente, “convenceu absolutamente o júri composto pelos compositores Fernando Lapa e Sérgio Azevedo, e pelo guitarrista Pedro Rodrigues”, lê-se no comunicado hoje divulgado do Museu da Música Portuguesa.
 
Foram ainda atribuídas Menções Honrosas às peças “Tripoli”, de Nuno Alexandre Sousa de Figueiredo, e “Sonata per Chitarra”, de Pedro Louzeiro, ambos compositores portugueses.
 
Na sessão do dia 17, data de nascimento do compositor português, será entregue o galardão e feita a primeira audição da obra vencedora. Pedro Rodrigues interpretará ainda a “Partita para guitarra”, de Fernando Lopes-Graça.
 
Fernando Lopes-Graça nasceu em Tomar, a 17 de dezembro de 1906. Morreu há 20 anos, a 27 de novembro de 1994, na Parede, perto da Cascais.
 
O Prémio de Composição Fernando Lopes-Graça foi instituído pela Câmara Municipal de Cascais, em 1994, com “o objetivo de homenagear o compositor Fernando Lopes-Graça e estimular a criação musical em Portugal”.
 
O primeiro concurso foi em 1995 e, das 15 edições registadas, quatro foram de âmbito internacional, segundo a mesma fonte.
 
Marco de Biasi nasceu em 1977 e realizou os seus estudos musicais com Stefano Viola e Paolo Pegoraro. Graduou-se em guitarra em 1999, com nota máxima. Em setembro de 2000, "devido a uma doença neurofisiológica chamada distonia focal, foi obrigado a parar de tocar”, afirma o Museu, acrescentando que, entre 2002 e 2003, “através de um processo de reabilitação, recuperou completamente os movimentos”.
 
“Durante este período, começou a estudar composição musical e a investigar sobre pintura. Refletindo sobre as teorias de [Vassily] Kandinsky e os escritos do [Paul] Klee, criou um sistema phono-cromático, baseado nas relações entre som e cor, que consiste na associação de elementos picturais e musicais”.
 
Em 2007, Biasi editou o seu primeiro álbum, “Fonocromia”, que “contém as suas obras escritas entre 2004 e 2007, cujo tema subjacente é a forte relação entre vibração cromática e sonora”.
 
Em 2010, em conjunto com o pintor Max Ciogli, fundou o movimento artístico “sintesi sinestetica SINE”, cujo principal objetivo é a investigação sobre a relação entre som, a cor e o movimento. Em 2012 foi publicado o manifesto artístico do movimento.