Posto do Comando do MFA, na Pontinha, proposto para monumento nacional

Posto do Comando do MFA, na Pontinha, proposto para monumento nacional
A Direção-Geral do Património Cultural vai propor ao Governo a classificação do Posto do edifício do Comando do Movimento das Forças Armadas da Pontinha, Odivelas, como monumento nacional, segundo um anúncio hoje publicado em Diário da República.
 
A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) quer propor ao secretário de Estado da Cultura “a classificação como monumento nacional do edifício do Posto do Comando do Movimento das Forças Armadas (MFA), incluindo o património, integrado no Quartel do Regimento de Engenharia n.º 1, em Lisboa, freguesia de Carnide, concelho e distrito de Lisboa”, lê-se no anúncio assinado pelo diretor da DGPC, Nuno Vassallo e Silva.
 
Foi a partir do edifício do Posto do Comando do MFA, na freguesia da Pontinha, concelho de Odivelas – instalado no Quartel do Regimento de Engenharia nº. 1 da freguesia vizinha de Carnide - que foram conduzidas as operações militares do golpe do 25 de Abril de 1974 para derrubar a ditadura.
 
O programa do MFA foi dado a conhecer ao país a partir de um pavilhão prefabricado, onde foi montada a sala de operações, que reunia um conjunto de equipamentos como rádios, telefones e transmissores, assim como armas, munições e mapas.
 
O Núcleo Museológico do MFA, instalado nesse pavilhão, reproduz esse espaço como estava no dia 25 de Abril de 1974, com a sala de operações integralmente montada, uma sala de exposição permanente, uma sala de exposições temporárias, um auditório e uma sala de audiovisuais.
Os elementos relevantes deste processo de classificação a monumento nacional, fundamentado em parecer da secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, estão disponíveis nas páginas da internet da DGPC www.patrimoniocultural.pt e da Câmara Municipal de Lisboa - www.cm-lisboa.pt.
 
O processo administrativo original está disponível para consulta (mediante marcação prévia) na DGPC, situada no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.
 
Os interessados deverão ser apresentar as observações junto da DGPC, que se pronunciará num prazo de 15 dias úteis. Caso não sejam apresentadas quaisquer observações, a classificação será publicada no Diário da República, data a partir da qual se tornará efetiva.