Portugueses solidários na campanha do Banco Alimentar

Portugueses solidários na campanha do Banco Alimentar

Cerca de 600 produtos perecíveis que têm que ser distribuídos ainda hoje, alguns “mimos” e um ou outro “engano”, fazem parte das mais de 2.600 toneladas de doações recolhidas este fim-de-semana pelo Banco Alimentar Contra a Fome.

“Normalmente, as pessoas dão os alimentos mais básicos, os não perecíveis, mas depois há aquelas que dão sempre uns mimos, como chocolate, leite condensado, fruta em conserva e produtos para bebés. Isso é já aquilo que é habitual nestas campanhas”, revelou a presidente do Banco Alimentar, Isabel Jonet.

Na campanha de angariação de produtos alimentares que decorreu no último fim-de-semana, em 1.655 superfícies comerciais em todo o país, a variedade de produtos doados não fugiu àquilo que é habitual, até porque a lista de alimentos mais procurados pelo Banco Alimentar está impressa nos sacos de plástico que a instituição distribuiu entre os clientes dos espaços comerciais que se disponibilizam para fazer doações.

No entanto, para além dos “mimos” que aparecem depois na triagem feita pelos voluntários, surgem também “enganos”. Carrinhos de brincar, lápis de colorir, ou até mesmo latas de comida para animais, fazem parte dos “enganos” que o Banco Alimentar se encarrega depois de fazer chegar a instituições onde eles possam ser úteis, explicou Isabel Jonet.

Mas nem tudo o que sai fora da lista é necessariamente engano. “Nos produtos de higiene pessoal, penso que pode ser mesmo por vontade expressa que estão a doar também esses produtos, como fraldas de bebé”, declarou a presidente do Banco Alimentar.

O Banco Alimentar Contra a Fome recolheu este fim-de-semana 2.644 toneladas de alimentos em todo o país, numa acção solidária que angariou mais 13,7 por cento de alimentos do que em 2011.