Ponte pedo-ciclável sobre a Segunda Circular aberta e transitável

Ponte pedo-ciclável sobre a Segunda Circular aberta e transitável
A ponte pedonal e para bicicletas sobre a Segunda Circular, em Lisboa, está "aberta e transitável", após as grades de proteção terem sido removidas ao final do dia, disse hoje fonte do gabinete do vereador da Estrutura Verde.
 
"A equipa da Câmara removeu as grades ao final do dia. A ponte está aberta e transitável", afirmou a mesma fonte, em declarações à agência Lusa.
 
O presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, António Cardoso, confirmou hoje à Lusa que "já foram retiradas as proteções que impediam que as pessoas circulassem" na ponte e adiantou que a inauguração será no dia 14 de fevereiro.
 
Na quarta-feira, o vereador da Estrutura Verde da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, disse em reunião camarária que a ponte iria abrir naquele dia ou hoje.
 
Questionado à margem do encontro, Sá Fernandes admitiu não haver uma data para inaugurar a infraestrutura, alegando que "inaugurações são para os políticos" porque a Câmara "tem é de fazer obras".
 
Os trabalhos na ponte pedonal e de bicicletas foram dados como concluídos em julho pela Galp Energia, que financiou a obra juntamente com o município. Na altura, de acordo com o porta-voz da empresa, faltavam "diversos acabamentos finais".
 
Fonte do gabinete do vereador referiu hoje que "o primeiro objetivo era abrir a ponte, [e] está feito" e "certamente que deverá haverá um ato formal depois que marcará a inauguração".
 
A mesma fonte explicou que a Câmara recebeu a ponte, por parte da Galp, "esta semana" e que os atrasos se deveram a "processos de construção que era preciso resolver".
 
"Quando a Câmara recebe uma obra, seja ela qual for e seja a Câmara a promotora ou não, tem de haver uma 'check-list'", o que significa que o município "concorda com os parâmetros, porque depois vai gerir o equipamento", indicou.
 
O projeto da ponte pedonal e ciclável, que liga as juntas de freguesia de São Domingos de Benfica e Carnide, foi apresentado em setembro de 2011 e o concurso lançado pouco tempo depois.
 
Esta ponte, inicialmente com conclusão prevista para a primavera de 2012, tinha um custo estimado de 1,2 milhões de euros e seria construída pela Fundação Galp Energia, no âmbito de um protocolo que a entidade estabeleceu com a Câmara de Lisboa em 2009, para promover formas de mobilidade mais sustentável na cidade.
 
Um ano depois do prazo estimado para a conclusão da ponte, o custo das obras aumentou para 1,365 milhões e a execução do projeto passou para a Lisboagás, empresa do grupo Galp Energia, que só tinha disponibilidade para financiar 900 mil euros, pelo que a Câmara de Lisboa propôs "comparticipar o valor remanescente", não ultrapassando os 465 mil euros, "mediante a doação em pagamento de taxas de ocupação de subsolo devidas pela Lisboagás ao município de Lisboa".