Políticas sociais de combate à crise são aposta do BE para Sintra

Políticas sociais de combate à crise são aposta do BE para Sintra

O candidato do Bloco de Esquerda à presidência da Câmara de Sintra, Luís Fazenda, apresentou hoje as respostas à crise social, à pobreza, ao isolamento e à solidão dos idosos como as prioridades da sua candidatura.
"A crise social e as respostas à pobreza e ao isolamento, à solidão e à falta de apoios estão no centro da candidatura do Bloco de Esquerda. O Estado Social e as respostas sociais são aquilo pelo que nós nos queremos bater", disse Luís Fazenda à agência Lusa.
O também deputado do BE na Assembleia da República participou hoje numa iniciativa de campanha para as autárquicas de 29 de setembro, visitando as instalações da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Agualva-Cacém.
Fazenda criticou a "incapacidade de respostas de apoio domiciliário" a idosos no município de Sintra.
"Um dos buracos negros da política social da Câmara de Sintra é, exatamente, a incapacidade que tem para fazer face à circunstância do apoio domiciliário. Situações de isolamento de idosos, de idosos que falecem sem ninguém dar por isso, tudo precisa de respostas públicas da autarquia local", disse Luís.
O candidato do bloco propõe a criação de um gabinete de acompanhamento da crise que articule "todas as respostas sociais do município".
"Ao longo dos últimos quatro anos defendemos na Assembleia Municipal de Sintra a criação de um gabinete de acompanhamento da crise, que articulasse todas as respostas sociais da Câmara. A Câmara não está sem respostas sociais, precisa é de reforçar bastante essas respostas. Essa proposta foi sucessivamente rejeitada pelos partidos", disse.
O deputado do BE já foi candidato do partido à presidência da Câmara de Sintra em 2001 e adiantou à Lusa que no espaço de uma década encontrou várias transformações no município, nomeadamente ao nível do empobrecimento da população e à migração para fora do concelho.
"Hoje há problemas de extrema pobreza e, por isso, nós mantemos a necessidade de criar centros de acolhimento temporário, de criar outro tipo de respostas que garantam no mínimo uma refeição aos munícipes. E há um aumento de problemas sociais aos quais os poderes públicos não têm dado resposta", afirmou.
O candidato adiantou que a Câmara Municipal deve ser um "interlocutor" e dialogar com as entidades bancárias para "defender os interesses dos munícipes que estão a perder as suas casas".
Na corrida à Câmara de Sintra, além de Luís Fazenda, são já conhecidas as candidaturas de Pedro Pinto (PSD/CDS-PP), Basílio Horta (PS), Pedro Ventura (CDU), Barbosa de Oliveira (Independente), Nuno da Câmara Pereira (PND), Marco Almeida (independente) e Nuno Azevedo (PAN).