PCP de Cascais acusa Câmara de fazer 'falcatruas' com o novo PDM e 'negócios ruinosos'

PCP de Cascais acusa Câmara de fazer 'falcatruas' com o novo PDM e 'negócios ruinosos'
A concelhia do PCP de Cascais acusou hoje a autarquia (PSD/CDS) de estar a promover alterações "recheadas de falcatruas" ao Programa Diretor Municipal (PDM) e de desenvolver "negócios ruinosos" para instalar a futura Faculdade de Economia em Carcavelos.
 
Ainda a decorrer o período de discussão pública do novo PDM, que termina a 26 de março, a comissão concelhia comunista revela, em comunicado, que o executivo liderado por Carlos Carreiras "não promover qualquer sessão de discussão com as populações".
 
Além disso, acrescentam, as alterações ao PDM, a serem aprovadas, "acabam com o que ainda resta de zonas verdes e espaços para equipamentos de lazer, desporto ou culturais, retirando qualquer constrangimento zonas para construção residencial".
 
O PCP manifesta-se contra as alterações propostas e acusa o executivo autárquico de querer alterar "centenas de milhares de metros quadrados de terrenos em todas as localidades do concelho" que poderiam ser úteis à população, "em nome dos negócios imobiliários e especulativos".
 
No mesmo comunicado, os comunistas consideram ainda "estranho" o negócio da Câmara de Cascais na expropriação dos terrenos adjacentes ao Forte de São Julião da Barra, onde será instalada a futura Faculdade de Economia, em Carcavelos.
 
O PCP refere que o terreno está avaliado judicialmente em 8,5 milhões de euros, mas que a autarquia negociou com o proprietário a compra por 1,5 milhões.
 
"O PCP opôs-se e, através do seu vereador, em reunião de câmara, denunciou que, por detrás de tão estranho negócio, seguramente, se escondiam outros ‘negócios’ ainda menos transparentes", acusam.
 
Na reunião de câmara da passada segunda-feira, os comunistas dizem ter tido a confirmação do "acordo de outras condições ocultas".
 
"O compromisso acordado passava por alterar a classificação de outros terrenos que a imobiliária tem no concelho, valorizando-os, para que passassem a valer os 140 milhões de euros de dívidas que impendem sobre a empresa, mas, no momento da assinatura do Contrato de Promessa Compra e Venda, entretanto assustados e receosos das consequências em que poderiam incorrer, o executivo PSD/CDS recuou nas promessas feitas à imobiliária", acusam.
 
Perante as acusações, o presidente da câmara, Carlos Carreiras, não quis fazer quaisquer comentários.