Parque das Nações vai inquirir residentes para definir prioridades

Parque das Nações vai inquirir residentes para definir prioridades
Investigadores da Universidade Lusófona, sob orientação da Junta do Parque das Nações, promovem durante um mês, inquéritos à população residente naquela freguesia lisboeta, para traçar um diagnóstico social e escolher prioridades.
 
Em causa está a análise de “áreas estruturantes” como o emprego, a habitação, a demografia, os fatores de exclusão social, o acesso à saúde e à educação e ainda a caracterização socioeconómica, explica a Junta de Freguesia do Parque das Nações numa nota enviada à agência Lusa.
 
A freguesia do Parque das Nações é gerida, desde as eleições autárquicas de setembro de 2013, pelo grupo de cidadãos Parque das Nações Por Nós (PNPN), liderado por José Moreno, antigo responsável pela associação dos moradores e comerciantes da zona.
 
Esta é a freguesia mais recente do país, que agrega áreas que pertenciam à freguesia dos Olivais (Lisboa) e ao concelho de Loures, no âmbito da reforma administrativa.
 
Para além dos concelhos de Lisboa e de Loures, o território do Parque das Nações também teve, durante anos, tutelas repartidas pela Parque Expo – empresa pública em liquidação criada para gerir a Expo'98 – recorda a Junta, falando numa “situação atípica [que] causou com frequência sobreposições e conflitos de informação entre as várias entidades”.
 
Por isso, o executivo da freguesia “decidiu avançar para um inquérito à população fundamentado em critérios científicos, de forma a obter um diagnóstico o mais completo possível e com dados fiáveis, que constituem o melhor suporte à definição de prioridades e à sua execução eficaz”, refere a nota.
 
Esta foi uma das promessas eleitorais do programa social e de intervenção comunitária do PNPN, enquadrado numa “visão a 2020”, com vista a futuras candidaturas a fundos comunitários.
 
“O documento estratégico propõe a criação de instrumentos que contribuam para dar resposta às necessidades da população tendo como valor de base a redução das assimetrias”, lê-se no comunicado.
 
A freguesia tem cerca de 25 mil residentes, entre os quais nacionais e estrangeiros que vêm trabalhar para Lisboa. Para este estudo, vai ser auscultada 10% da população, distribuída pela área poente, sul e nascente.
 
Segundo a nota da freguesia, a estrutura dos inquéritos de rua (feitos em áreas estratégicas) e os métodos de análise e cruzamento de dados garantem um intervalo de confiança de cerca de 95%.
 
O estudo culminará com um relatório final, do qual constará o levantamento feito e as respetivas conclusões.