Pais e professores de escolas de Sintra protestam contra colocação de docentes

Pais e professores de escolas de Sintra protestam contra colocação de docentes
Professores e encarregados de educação dos alunos do Agrupamento de Escolas D. Maria II, no Cacém, Sintra, reuniram-se na 2.ª feira junto ao Ministério da Educação, em Lisboa, para exigir que seja corrigido o problema de colocação dos 27 docentes.
 
Cerca de 20 pessoas, entre pais e professores do Agrupamento D. Maria II, aguardaram mais de duas horas junto ao Ministério da Educação, sem reunião agendada, para poderem ser ouvidas pelo ministro da Educação, Nuno Crato, mas apenas conseguiram ser recebidas por uma responsável do gabinete de relações públicas.
 
“Expusemos à senhora do gabinete de relações públicas toda a situação e a revolta que quer pais, quer professores, sentiam por este problema de transferência de escolas de um para outro agrupamento, sem a devida transferência dos professores, e que isso significaria que todas aquelas crianças, daquelas 27 turmas, daqueles 27 professores, ficariam no próximo ano sem professores”, disse à agência Lusa, Manuel Grilo, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL).
 
O problema com a colocação dos professores surgiu no ano letivo 2012/2013, aquando a criação do Agrupamento de Escolas D. Maria II, que fez transitar algumas das escolas que pertenciam ao Agrupamento de Escolas António Sérgio, entre elas a Escola Básica Ribeiro de Carvalho.
 
“Transitaram, por ordem do Ministério da Educação e da Direção-Geral da Administração Escolar [DGAE], os edifícios, as crianças e os auxiliares, e os professores ficaram para trás”, explicou uma das encarregadas de educação ali presentes, Dora Batista.
 
Os encarregados de educação pretendem que “haja um despacho do Ministério da Educação para que estes professores sejam enquadrados no agrupamento, no qual trabalham já há imensos anos”.
 
“Deixamos a promessa de nós, pais, não desistirmos, […] e, enquanto a situação não for resolvida de forma definitiva vamo-nos manter em luta”, frisou Dora Baptista.
 
Os professores e encarregados de educação deixaram para o ministro da Educação “um ramo com 27 flores”, por serem 27 docentes envolvidos, explicou Maria João Faria que leciona há mais de 20 anos na Escola Ribeiro de Carvalho.
 
“Não considerarmos que seja justo os 27 docentes pagarem por algum erro que aqui está. Eu estou na iminência - eu e os meus colegas - de ir trabalhar para um agrupamento para o qual nunca concorri”, afirmou a professora Maria João Faria.
 
Os pais e professores do Agrupamento de Escolas D. Maria II deslocaram até ao Ministério da Educação “na esperança de recolher alguma informação”, sendo que em abril já o tinham feito e deixaram “um pedido de reunião assinado pelos 27 docentes, que até hoje não teve qualquer resposta”, criticou a docente.
 
“É um vazio total, aliás é um vazio total em relação a todos os requerimentos que os 27 docentes fizeram ao senhor ministro, ao senhor secretário de Estado, à DGAE, à DGEST [Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares]”, lamentou.
 
Na altura, a Lusa questionou a responsável das Relações Públicas do Ministério, mas é a assessoria de imprensa que deve responder às perguntas, pelo que aguarda ainda esclarecimentos.