Organista Hans-Ola Ericsson realiza três recitais na área de Lisboa

Organista Hans-Ola Ericsson realiza três recitais na área de Lisboa
O organista sueco Hans-Ola Ericsson realiza uma série de recitais na área metropolitana de Lisboa, entre quinta-feira e domingo, com três diferentes programas.
 
Hans-Ola Ericsson, de 57 anos, apresentar-se-á na igreja de Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha, nos arredores de Lisboa, na quinta-feira, no Mosteiro dos Jerónimos, na sexta-feira, e, no sábado, na igreja de S. Vicente de Fora, na capital.
 
“Concertista de renome mundial vem a Lisboa orientar uma ‘master class’ sobre Olivier Messiaen (1908-1992) para os alunos da classe de órgão da Escola Superior de Música de Lisboa, sendo uma oportunidade única para poder contactar com um dos maiores intérpretes deste compositor”, disse à Lusa António Esteireiro, organista titular da igreja do Mosteiro dos Jerónimos.
 
Na igreja de N. S. do Cabo, na quinta-feira, às 21:30, Hans-Ola Ericsson vai interpretar, de Olivier Messiaen, “Le Fils, Verbe et Lumière”, de “Meditations sur le Mystère de la Sainte Trinité” (1969), de Arne Mellnäs (1933-2002), “Omnia tempus habent 7,00” (1971), segundo transcrição de Hans-Ola Ericsson, em 2011, e ainda, de Jean-Philippe Rameau (1683-1764), excertos de “Les Indes galantes”, do “Livre d’orgue de monsieur Rameau”, segundo transcrição de Yves Rechsteiner.
 
Do programa consta ainda, entre outras peças, “Tre Pezzi per Organo” e “Shogaku”, de Bengt Hambraeus (1928-2000), e “Kanesang”, da compositora dinamarquesa contemporânea Lise Dynnesen.
 
O órgão da igreja de Linda-a-Velha, de tipologia ibérica, foi construído pelo mestre organeiro Dinarte Machado, e inaugurado em 1998, pelo bispo Carlos Azevedo.
 
Hans-Ola Ericsson toca na sexta-feira, às 17:30, na igreja do Mosteiro dos Jerónimos, um programa que inclui peças de, entre outros compositores, Fanny Hensel-Mendelssohn (1805-1847), “Prelude”, Clara Schumann (1819-1896), “Praeludium und Fuge”, Opus 16/N.º 2, de Elisabeth Jacquet de la Guerre (1665-1729), “Suite em lá menor”, e, de Johann Sebastian Bach (1685-1750), “O Mensch bewein’dein’ Sünde gross” e “Passacaglia em dó menor”.
 
O órgão de coro da igreja do Mosteiro dos Jerónimos foi construído na Suíça, pela oficina Mathis, e foi inaugurado em setembro de 2009.
 
No sábado, às 17:00, Hans-Ola Ericsson apresenta o recital “Música da Nova França e da corte dinamarquesa”, na Igreja de S. Vicente de Fora, no âmbito do VI Ciclo do Órgão Histórico daquele templo católico, iniciado em abril passado.
 
Este é um órgão de tipologia ibérica, construído por João Fontanes, há mais de 250 anos.
 
Hans-Ola Ericsson, atualmente organista e professor na Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, estudou música em Estocolmo e Friburgo e, mais tarde, nos Estados Unidos e em Itália.
 
“Tem intensa atividade como organista de concerto, compositor e pedagogo”, assinalou Esteireiro, acrescentando que “deu concertos por toda a Europa, bem como no Japão, na Coreia do Sul, no Canadá e nos Estados Unidos", e, entre muitas das suas gravações, destaca-se uma "completa, muito bem recebida, da integral da música para órgão de Messiaen”.
 
Em 1988, foi nomeado professor na Escola de Música da Universidade de Tecnologia Piteå/Luleå e, desde 2011, é também professor e organista da Schulich School of Music, na Universidade McGill, em Montreal.
 
Em 1996, Hans-Ola Ericsson foi nomeado professor convidado permanente na Universidade das Artes (Hochschule für Künste), em Bremen, Alemanha. Na primavera de 2000, foi nomeado membro da Real Academia Sueca de Música.
 
“Em anos recentes, várias obras de Ericsson têm sido estreadas, nomeadamente, uma ópera sacra, várias obras para órgão e eletrónica, uma peça para orquestra de câmara e obras para coro", lembrou António Esteireiro.