Oquestrada atuam sábado no festival Optimus Alive à procura do público lisboeta

Oquestrada atuam sábado no festival Optimus Alive à procura do público lisboeta

Os Oquestrada, que andam há dez anos pelo país e pelo mundo a mostrar uma música afadistada, de traço popular, querem saber ao certo quem é hoje o seu público, agora que se preparam para lançar o segundo álbum.
O grupo de Almada, liderado por Marta Miranda, estará pela primeira vez no festival Optimus Alive, no Passeio Marítimo de Algés (Oeiras), para um concerto no sábado, de abertura do palco onde estarão mais tarde os Depeche Mode.
Em entrevista à agência Lusa, na sala de ensaios em Alfama, Marta Miranda e Pablo – que compõem o núcleo duro da banda, juntamente com João Lima – afirmaram que vão aproveitar o concerto para perceber como é o público lisboeta, porque, nos últimos anos, têm andado divididos entre atuações no estrangeiro e por “Portugal adentro”.
Em palco, os Oquestrada irão desdobrar-se em seis elementos e estrearão ao vivo “O teu murmúrio”, do novo álbum, ainda sem título, a editar em setembro.
Este disco, que está a ser finalizado, é o sucessor de “Tasca Beat – o sonho português”, que o grupo editou em 2009, depois de muitos anos de concertos em pequenas salas e tascas, com a ideia de renovação da música cantada em português, inspirada no fado menos polido e na tradição.
“O nosso sonho português abriu-se. Nós estamos num varandim. Portugal é um varandim da Europa, e o próximo disco fala sobre isso, ser-se uma varanda, ou início de qualquer coisa. Este país pode ser o início, uma abertura de qualquer coisa nova”, adiantou Marta Miranda.
Ao novo álbum, Pablo chama-lhe “o grande irmão do ‘Tasca Beat’”, estruturado em digressão e com canções de um repertório que se foi construindo nestes dez anos.
A própria banda ganhou outra dimensão nesta primeira década, admitiu Marta Miranda, pelo que foi conquistado nas digressões na Europa.
"As nossas memórias coletivas não divergem tanto assim. Quando ouvem e veem Oquestrada, sentem-se muito envolvidos. Não estão a ver um espetáculo que, para eles, é longínquo ou estranho. Afinal partilhamos muita coisa", disse.
Um dos exemplos dessa partilha chegou-lhes inesperadamente ao local de ensaios, portas viradas para um pequeno pátio de Alfama, esta semana, numa tarda quente e abafada.
Uma família de emigrantes franceses, julgando estar junto a uma tasca portuguesa - a sala de ensaios -, reconheceu os músicos dos Oquestrada, exclamou que esteve há meses num concerto deles em França. Acabaram todos por brindar ao encontro inusitado com uma ginjinha.
A sétima edição do festival Optimus Alive decorrerá de sexta-feira a domingo no passeio Marítimo de Algés.