Novo Renault Espace: Viagem em primeira classe

Novo Renault Espace: Viagem em primeira classe
Apresentado como crossover, embora mantendo características de monovolume, o novo Renault Espace deslumbra em vários aspectos. Desde logo pela imponência e  elegância de um design que chama a atenção mesmo dos mais distraídos. “Que belo carro!!!” foi o comentário mais ouvido durante os dias em que saímos para a rua com o novo Espace Initiale, versão topo de gama.    
 
Mas não é apenas a escultural musculatura que distingue este francês. Há outras características que derivam das gerações e que agora se apresentam melhoradas, como a versatilidade, habitabilidade e conforto, mas também o reforço da componente tecnológica. 
 
De resto, os técnicos da Renault utilizaram alguns itens da engenharia aeronáutica para gizar este novo modelo, deixando visível essa opção no desenho interior, quase comparável a um 'cockpit' de avião ou até de uma nave espacial, com destaque para o ecrã central de 8,7 polegadas – um autêntico tablet – com grafismos sofisticados e modernos do sistema R-Link2, onde é possível comandar uma panóplia de funções de entretenimento e bem-estar dos passageiros, instrumentos e sistemas de segurança e ajuda à condução. 
 
É um deslumbre completo, mas requer algumas horas de paciência e adaptação para que dele se possa tirar partido completo, seja na personalização da iluminação interior, da função de massagem dos bancos dianteiros ou da climatização, mas também para programar e escolher o modo de estacionamento automático. 
Sim! Apesar dos seus 4,857 metros de comprimento, o Espace arruma-se literalmente sozinho.
 
Mas, há mais: a modularidade dos bancos traseiros (3+2), rebatíveis de forma independente, também é controlada no ecrã, por intermédio da solução 'One-Touch'. O Renault Multi-Sense é, todavia, o mais importante dos sistemas operados no  ecrã vertical, permitindo ao condutor a escolha e combinação das tecnologias do motor, da caixa de velocidades, do chassis e da suspensão, adequando-as ao tipo de percurso e à condução. Podemos optar por comportamento mais económico, mais confortável ou desportivo, ou até combinar um pouco de cada um deles.
 
Com tanto para dizer sobre o novo Espace, quase nos esquecíamos de elogiar as motorizações Diesel de baixa cilindrada (1.598 cm3), mas de grande eficiência, com destaque para a variante Energy dCi Twin Turbo de 160 cv (com caixa automática de dupla embraiagem EDC, de seis velocidades) e para o Energy 1.6 dCi de 130 cv, com transmissão manual de seis velocidades. O primeiro, da versão Initiale, promete binário de 380 Nm e comporta-se a grande nível, excepto nos consumos, sempre na casa dos 7,5 l/100 km, o que não sendo muito, fica longe dos 4,6 l/100 km anunciados pela marca.
 
Paulo Parracho