Motoristas da Vimeca recusam transporte por terem de pagar multas

Motoristas da Vimeca recusam transporte por terem de pagar multas
Cerca de uma dezena de motoristas da rodoviária Vimeca estão hoje concentrados junto ao centro comercial Alegro de Alfragide, em Oeiras, em protesto contra o pagamento de multas da polícia, que considera ilegal o transporte naquele local.
Em declarações à agência Lusa, o dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) Fernando Fidalgo explicou que a transportadora rodoviária Vimeca tem um acordo com o Alegro de Alfragide para servir os clientes do centro comercial, mas os motoristas estão a ser autuados pela polícia porque os autocarros não cumprem os requisitos legais para efetuarem este tipo de transporte.
"Estamos a falar de multas de 640 euros que têm de ser pagas do próprio bolso dos motoristas, porque a empresa recusa-se a assumir a responsabilidade", disse o sindicalista.
A primeira vez que a situação ocorreu foi em dezembro, mas os trabalhadores acharam que tivesse sido um episódio pontual. Esta segunda-feira o caso repetiu-se e foram multados três motoristas, referiu.
"Estas multas estão a ser bem passadas, a polícia está a fazer o seu trabalho. Há uma clara infração porque os autocarros não têm tacógrafos, os motoristas não estão identificados e estamos a falar de um transporte que, pode dizer-se, é clandestino", frisou Fernando Fidalgo.
Perante a situação, os motoristas exigem que a Vimeca e a administração do centro comercial Alegro regularizem a situação. Caso contrário, os trabalhadores prometem não continuar com o transporte.
"A estratégia que a empresa está a adotar é substituir os motoristas por outros em vez de legalizar a situação, mas por isso é que estamos aqui para denunciar o que se está a passar e apelar aos motoristas para que não cumpram as ordens da empresa e não corram o risco de terem de pagar as multas", acrescentou.
Os motoristas estão concentrados desde as 16:00 junto ao Alegro de Alfragide à espera de serem recebidos pela administração do centro comercial para apelar à resolução do problema e regularização do transporte.
A Lusa tentou obter esclarecimentos junto da empresa Vimeca mas tal não foi possível até ao momento.