Motoristas da Vimeca ameaçam fazer greve se empresa não acabar com multas

Motoristas da Vimeca ameaçam fazer greve se empresa não acabar com multas

Os motoristas da rodoviária Vimeca ameaçam fazer greve ao serviço no centro comercial Alegro de Alfragide, em Oeiras, se a empresa não regularizar o transporte naquele local e puser fim às multas passadas pela polícia.
A transportadora rodoviária Vimeca, que opera na Grande Lisboa, tem um acordo com o Alegro de Alfragide para servir os clientes do centro comercial, mas os motoristas foram várias vezes autuados pela polícia por os autocarros não cumprirem os requisitos legais para efetuarem este tipo de transporte.
Luís Venâncio, da Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários (Festru), frisou, contudo, que as multas estão a ser bem passadas, porque os autocarros não têm tacógrafos e os motoristas não estão identificados, operando de forma ilegal.
Depois de reunidos em plenário na segunda-feira à noite, os trabalhadores decidiram emitir um pré-aviso de greve, com efeitos a partir de sábado, que estabelece um prazo de 15 dias para que a Vimeca resolva a situação.
   “A empresa diz que assume o pagamento das multas, mas isso não é nada, porque as multas são tidas como ‘muito graves’ e se calhar a um motorista repetir a contraordenação pode ficar sem a carta de condução e aí a empresa já nada pode fazer”, afirmou Luís Venâncio.
O responsável adiantou que, “se a empresa continuar com este braço-de-ferro”, os motoristas vão mesmo fazer greve àquele serviço.
“Estamos a falar de multas que rondam os 600 euros e, do que já falámos com a polícia, há mais autos levantados que devem chegar nos próximos dias aos trabalhadores que têm de estar sempre a ser confrontados com isto”, concluiu Luís Venâncio.
A primeira vez que um motorista recebeu uma multa foi em dezembro, mas os trabalhadores acharam que tivesse sido um episódio pontual. A 18 de fevereiro o caso repetiu-se e foram multados três motoristas.
A Lusa tentou obter esclarecimentos junto da Vimeca, mas tal não foi possível até ao momento.