Mickael Carreira tem novo CD

Mickael Carreira tem novo CD

 

Com produção de Rudy Pérez e Julio Reyes Copello, que assinam, entre outros, trabalhos de Jennifer Lopez, Beyoncé, Christina Aguilera ou Ricky Martin, por exemplo, “Viver a Vida” é apresentado oficialmente a 7 de Maio, mas já está em pré-venda nas lojas Fnac e Worten. A 11 de Maio, o músico faz a festa de lançamento com um concerto na Sala TMN ao Vivo, em Lisboa.

 

Chega em Maio um novo CD, “Viver a Vida”, apresenta-nos este novo trabalho...

É um CD que chega ao fim de três anos sem gravar originais, embora tenha lançado o CD ao Vivo no Coliseu em 2010. No fundo, foi sobretudo uma paragem de um ano. Uma paragem para me dedicar por inteiro a este trabalho e que me fez muito bem.

 

É um lema teu: aproveitar cada minuto que tens da melhor maneira?

Neste momento sim. Mesmo quando as coisas correm mais ou menos ou mal, eu tiro o lado positivo de tudo. Sempre.

 

É um trabalho autobiográfico? Inspiras-te nos teus próprios momentos?

Eu canto essencialmente música romântica, que gosto, mas não apenas e só inspirada na minha vida, senão com 26 anos já tinha sofrido tanto que era muito mau. Mas, o facto deste trabalho se chamar “Viver a Vida” e querer mostrar que devemos sempre ver o lado bom das coisas, aí sim é autobiográfico.

 

Quem ouve este novo disco identifica-o logo como um trabalho teu?

Eu acho que sim, porque o género é exactamente o mesmo. Mas a qualidade não. Isso está muito diferente, sobretudo porque o CD tem produção de Rudy Pérez e Julio Reyes Copello, logo só por isso nota-se uma grande diferença.

 

Como é que surgiu essa oportunidade?

Na altura tinha composto só dois temas e andava à procura de um produtor e lembrei-me do Julio primeiro, entrei em contacto com ele e ele aceitou logo e produziu comigo três temas e depois faltava-me um outro produtor para o resto dos temas. Foi então que entrei em contacto com Rudy, enviei-lhe um ‘e-mail’ e sinceramente pensei que ele ia recusar, porque ele já trabalhou com a Jennifer Lopez e Ricky Martin, artistas que eu admirava e continuo a admirar e, como ele aceitou, foi uma prenda fantástica. Foi mesmo muito bom.

 

Como surgiu a possibilidade de gravar em dueto com a Rita Guerra? Já se conheciam?

Eu nunca tinha trabalhado com a Rita e só a conhecia de me cruzar com ela em programas de televisão, e era aquela coisa do “olá, estás boa?” e não passava daí. E foi o Rudy em Miami que me disse: porque é que não convidas uma cantora portuguesa para gravar contigo? Eu pensei logo na Rita. Fiz o convite e ela aceitou. Mais uma vez, pensava que ela também ia dizer que não, sobretudo porque são géneros musicais bastante diferentes. Mas correu tudo muito bem. É para mim uma das melhores vozes que temos em Portugal.

 

E trabalhar com Jon Secada, alguma vez tinhas imaginado que isso podia acontecer?

O Jon já deve ter perto de 50 anos e foi muito tranquilo trabalhar com ele. Muito, muito bom.

 

Aprendeste muito?

Aprendi muito, sem dúvida. Estive um ano em estúdio em Miami. Foi muito intenso. Foi muito bom.

 

O Mickael Carreira de hoje é diferente do Mickael de há três anos, aquando do lançamento do disco anterior?

Sem dúvida que sim, mas isso também tem a ver com a maturidade que tenho vindo a ganhar. Tenho 26 anos e sei que daqui a três anos vou estar diferente, também.

 

Começas cada vez mais a distanciares-te da ideia do “Filho de Tony Carreira”...?

Sim, penso que sim, ainda que continue e vá continuar sempre a ser filho do Tony...

 

Mas, incomoda-te fazerem comparações com o trabalho do teu pai?

Não gosto quando o fazem com maldade pura. Quando as pessoas desdenham. Mas eu tenho muito orgulho em ser filho dele. Aprendi muito com ele e continuo a aprender. Mesmo agora nos Ídolos, vejo o meu pai a ser sincero, muito sincero, mas politicamente correcto. Ele arranja sempre a melhor maneira de dizer a alguém que não sabe cantar.

 

Para terminar, a agenda de concertos: Tens espectáculos marcados?

Já tenho perto de 30 espectáculos agendados e isso é muito bom. Acredito que este Verão vai ser muito bom para mim.

Ana Raquel Oliveira

Foto: Filipe Guerra