Mercedes-Benz C180: Menor cilindrada democratiza acesso à gama

Mercedes-Benz C180: Menor cilindrada democratiza acesso à gama
A Mercedes-Benz orgulha-se de ter democratizado o acesso à sua gama, sendo que a disponibilização de versões menos dotadas em termos de potência, embora com a mesma qualidade e nível de equipamento das restantes, será uma das principais razões para o aumento do volume de vendas, especialmente em Portugal.
 
Depois do sucesso comercial alcançado com os classes A e B equipados com motores Diesel de baixa cilindrada de origem Renault, a experiência foi agora transposta para o Classe C, com resultados igualmente surpreendentes.
 
Temos assim o novo C180 BlueTec. Um carro de gama superior que, com recurso a um motor de menor cilindrada (1.6 de quatro cilindros), menos potente (116 cv) e mais económico (média de 5,2 l/100 km), se torna muito mais acessível e adequado ao mercado nacional. 
Apesar do recurso ao conhecido 1.6 dCi da Renault, o Classe C não perdeu virtudes e, tirando os puristas, poucos são os que notam a diferença. De resto, a Daimler “mexeu” bastante no bloco francês, adaptando-o à tracção traseira característica dos Classe C e à sua caixa manual de seis velocidades. A electrónica também foi revista e o resultado final permitiu maior disponibilidade de binários e uma considerável diminuição de ruídos e vibrações.
 
A isto, junta-se ainda o comutador Agility, com cinco modos de condução: Eco, Confort, Sport, Sport + e Individual, que altera várias parâmetros de acordo com as necessidades e o gosto de quem vai ao volante.
Assim, o C180 BlueTec surpreende desde o primeiro arranque, quase não se notando o défice de potência face a versões superiores. Isto em cidade, porque em auto-estrada, como é óbvio, a falta de cavalagem salta mais à vista.
Quanto ao resto, este é um Mercedes-benz e a qualidade de construção, o conforto, o estilo e o nível de equipamento estão de acordo com o que de melhor a marca germânica tem. 
 
Gasolina como opção interessante
Bastante interessante. É assim que se pode classificar a opção pela motorização 1.6  a gasolina com turbo do Mercedes-Benz C180 Avantgarde. Graças ao avanço da electrónica, este 4 cilindros de injecção directa, turbo e intercooler debita qualquer coisa como 156 cavalos. Permite um prazer de condução superior a muitas motorizações Diesel e ainda por cima apresenta consumos moderados, na casa dos 6,8 l/100 km, média registada pelo JR durante um ensaio de mais de 300 km em estrada e na cidade. 
 
Como se não bastasse, com nível de equipamento premium, embora sujeito à política de “extras” seguida pela Mercedes-Benz, pode custar menos dez mil euros do que a versão Diesel equivalente.
Sem dúvida. Uma opção a ter em conta.