Meia maratona de Lisboa é prova de interesse público

Meia maratona de Lisboa é prova de interesse público

O Governo declarou a meia maratona de Lisboa, que atravessa a Ponte 25 de Abril, como prova de interesse público, por despacho publicado em Diário da República, anunciou hoje o Maratona Clube de Portugal.

"Organizada pelo Maratona Clube de Portugal, a Meia Maratona de Lisboa constitui um dos pontos altos de um trabalho muito meritório desenvolvido nos últimos anos por esta entidade, tanto através da participação e organização de provas no domínio do desporto federado, quer no âmbito do desporto para todos, contribuindo para a promoção generalizada da prática desportiva em Portugal", pode ler-se no despacho.

A corrida, tradicionalmente realizada em março e que conta 24 edições, detém o recorde do Mundo dos 21.097,5 metros, estabelecido pelo eritreu Zersenay Tadese em 2010, tendo em 2014 contado com cerca de 12.000 participantes.

"Este evento é responsável, todos os anos, pela mobilização de dezenas de milhares de pessoas para a prática desportiva, oriundas dos mais diversos países, sendo capaz de abranger da população juvenil à população sénior e de apoiar o desenvolvimento do desporto para pessoas com deficiência, constituindo, por isso, um eloquente exemplo de diálogo intergeracional e de promoção do desporto inclusivo", prossegue o despacho.

O presidente do Maratona Clube de Portugal, Carlos Móia, manifestou-se orgulhoso com esta distinção, uma vez que "reconhece o esforço, o empenho e a dedicação que um grupo de pessoas teve para pôr a primeira Meia Maratona de Lisboa de pé".

"As pontes que ligam as duas margens do rio inundadas de gente são um dos muitos cartões de visita que Lisboa pode apresentar a todos aqueles que a querem conhecer. As meias maratonas representam uma história de sucesso. Nunca antes de 1989 se tinham visto em Portugal provas tão democráticas onde se juntam os melhores atletas do mundo aos cidadãos comuns, milhares deles, que estão ali apenas para ganhar a oportunidade de atravessar a pé lugares que durante todos os restantes dias do ano são ocupados por carros", acrescentou Móia.