Marias Cheias de Graça querem ter piada em palco e fazer rir 'meninos e meninas'

Marias Cheias de Graça querem ter piada em palco e fazer rir 'meninos e meninas'

O grupo Marias Cheias de Graça junta cinco mulheres comediantes que, segundo afirmou à Lusa a produtora Susana Verde, constituem um projeto único em Portugal com uma visão feminina do humor.

O projeto procura contrariar uma opinião relativamente a mulheres comediantes que se instalou no meio e que vê o humor feminino como sendo sempre igual.

“Há uma espécie de estigma” do humor feminino, admitiu a produtora, referindo que os comediantes relatam “o insucesso que têm com as mulheres [dizendo] que são todas iguais”.

No entanto, para Susana Verde, o caso não é bem assim, já que os espetadores do grupo podem contar com uma “visão feminina do mundo” no conjunto mas também com perspetivas diferentes por parte de cada membro do Marias Cheias de Graça.

“As mulheres não olham à sua volta todas da mesma forma” e “muito menos estas cinco”, afirmou, acrescentando que “os comediantes são pessoas especiais, independentemente do género”.

Por isso, “cada Maria é uma Maria”, o que faz do espetáculo “uma espécie de menu de degustação de comédia no feminino”, resume a produtora.

Estas mulheres fazem comédia para o “público, independentemente do género” e recusam ficar presas a observações como ‘"as mulheres são isto, os homens são aquilo"’, por isso estas Marias atuam para o “menino e para a menina”, acrescenta Susana Verde.

“As comediantes falam no quão fartas estão dos homens, que são todos iguais. Na nossa opinião, todos os temas podem ser explorados por homens e por mulheres”, adiantou, defendendo que “o que interessa é que tenha graça”.

As ‘Marias’, sublinha Susana Verde, “refletem sobre temas tão díspares como meias ‘vintage’, trânsito, caixas multibanco, sumos de fruta e o tamanho das banheiras”.

A verdadeira desvantagem de ter cinco mulheres a fazerem ‘stand up comedy’ é que, “de vez em quando, anda tudo ao estalo”, mas “nada que um pouco de base não resolva”, comenta com humor.

E ao desafio de eleger a Maria mais cheia de graça, a produtora ‘reproduziu’ as respostas das cinco:

“A Maria Tânia Barbosa acha que é ela. A Maria Tânia Vinagre disse logo ‘Tânia por Tânia, sou eu a que tem mais graça’. A Maria Beatriz Peixoto, quando ouviu isto, saiu e foi comprar uma caçadeira. A Maria Joana Machado disse um determinado número de palavras que não vamos poder reproduzir aqui. A Maria Mariana Sim-Sim colocou os ‘fones’ nos ouvidos e ‘postou’ uma música introspetiva no ‘Facebook’ com #euseiquevocêssabemquesoueu”.

Mas numa segunda resposta, a produtora garante que “que quem tem mais graça é quem se diverte em palco e as Marias Cheias de Graça aproveitam o palco como se não houvesse amanhã”.

Os próximos palcos destas Marias vão ser em Lisboa e Odivelas, entre fevereiro e março.