Marcelo Rebelo de Sousa volta a estar ao lado dos Bombeiros em Cascais

Marcelo Rebelo de Sousa volta a estar ao lado dos Bombeiros em Cascais
O Presidente da República garantiu estar "atento" e "em estado de prontidão" para estar ao lado dos bombeiros nesta fase de maior risco de incêndios florestais, num discurso em que fez elogios à ministra da Administração Interna.
   
Marcelo Rebelo de Sousa falava no final da cerimónia dos 130 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cascais, após intervenções da titular da pasta da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, do presidente da Câmara, Carlos Carreiras, e do presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares.
 
"No terceiro dia em que o país entrou na fase 'Charlie' [de risco elevado de incêndio], quero dizer que o Presidente da República vive dia-a-dia essa fase em conjunto com a ministra da Administração Interna, está atento e está em estado de prontidão. Isto é, sendo necessário, avançará para onde for imprescindível a sua presença", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.
Tal como fizera antes a ministra da Administração Interna, também o chefe de Estado deixou uma mensagem de confiança nos bombeiros portuguese e, logo a seguir, uma promessa: "Em todos os momentos em que seja preciso o Presidente estar presente - e espero que sejam poucos, ou que não seja nenhum -, em situação de dificuldade, nos próximos meses, ou nos próximos anos, saibam que contam com o Presidente da República".
 
Marcelo Rebelo de Sousa salientou que não está com os bombeiros apenas nos aniversários das diferentes corporações espalhadas pelo país.
 
"Deus queira que não seja necessário, mas, se for necessário, estarei ao lado das bombeiras e dos bombeiros para mostrar a solidariedade militante das portuguesas e dos portugueses", insistiu o chefe de Estado.
 
Numa cerimónia que se prolongou por cerca de três horas, por vezes debaixo de um sol intenso, Marcelo Rebelo de Sousa abriu a sua intervenção com uma mensagem de caráter político, dizendo ser "testemunha do empenho da ministra da Administração Interna em relação aos bombeiros de Portugal".
 
Marcelo Rebelo de Sousa completou logo a seguir que já concluiu que Constança Urbano de Sousa "percebe e está atenta aos problemas dos bombeiros", razão pela qual "tudo fará" para os resolver.
 
Antes, Jaime Marta Soares tinha reclamado que a ministra da Administração Interna colocasse fim à possibilidade de as transferências do Estado para os bombeiros serem reduzidas anualmente em cinco por cento, algo que disse criar "imprevisibilidade orçamental", e que o seu Governo apresentasse um diploma para criar incentivos ao voluntariado.
 
Além de Constança Urbano de Sousa, o chefe de Estado também elogiou o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, por ter contribuído para a melhoria das condições de funcionamento das corporações de bombeiros do município na sequência de um orçamento participativo.
 
"A democracia é isto: os autarcas a ouvirem e a servirem o povo, e o povo a participar nas escolhas concretas do seu próprio destino", disse.
 
O Presidente da República fez também questão de transmitir que conhecia a realidade dos bombeiros portugueses mesmo antes de ser eleito para a chefia do Estado Português, referindo, para o efeito, pertencer à Associação de Bombeiros Voluntários de Celorico de Basto.
 
No caso de Cascais, Marcelo afirmou que há 41 anos, "quando era um bocadinho mais novo", acompanhou "muitas das intervenções mais difíceis em acidentes, em incêndios ou socorros a náufragos naquilo que traduz a vida de uma comunidade solidária".
 
Ainda em relação a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cascais, Marcelo Rebelo de Sousa registou a coincidência de ter nascido há 130 anos na mesma rua em que tem a sua residência pessoal.
 
Depois, salientou que esta associação, ao longo dos últimos 130 anos, foi alvo de distinções políticas por parte de diferentes regimes políticos, desde o rei D. Carlos I, passando pelo antigo Presidente da República, Bernardino Machado, pelo Estado Novo, até aos chefes de Estado após o 25 de Abril de 1974.