Maratona Clube de Portugal realiza sonho de atleta paralímpica brasileira

Maratona Clube de Portugal realiza sonho de atleta paralímpica brasileira
O Maratona Clube de Portugal vai realizar, esta quinta-feira, o sonho de Maria de Fátima Fonseca, atleta paraolímpica brasileira de 28 anos, de conhecer o Santuário de Fátima. À atleta, natural de Fortaleza, foi diagnosticada à nascença uma mielomeningocele, uma má-formação congénita que afeta a espinha dorsal, deixando-a definitivamente sem o movimento das pernas. Ainda assim, Fah, como é conhecida começou a praticar basquetebol adaptado e mais tarde começou a fazer corrida.
 
Fah é bicampeã da meia maratona do Rio de Janeiro, campeã da maratona de São Paulo, detentora de 21 recordes na carreira e estreou-se no ano passado nos Jogos Paralímpicos, no seu país, correndo a maratona, os 1.500 metros e os 5.000 metros.
 
“A minha vida foi difícil desde que nasci mas com a ajuda da minha família, amigos e Nossa Senhora de Fátima, consegui superar todos os obstáculos e hoje em dia sou uma atleta bem-sucedida e uma pessoa feliz. Quero ir ao Santuário agradecer” afirma a atleta.
 
O Maratona Clube de Portugal organiza este fim-de-semana mais uma edição da “CTT Wheelchair Racing” e Maria de Fátima será uma das estrelas da prova. O Maratona irá ajudar a realizar o sonho de Fah. “Revejo-me plenamente na história de superação da Fah e terei todo o gosto em acompanha-la na visita que sei que tão importante é para ela” revela João Correia, primeiro atleta paraolímpico a trazer medalhas internacionais para Portugal e responsável pela organização da prova em cadeira de rodas.
 
“Com três dias, fiz uma cirurgia na coluna e fiquei em observação. Depois de passarem algumas horas, os médicos saberiam se eu teria que usar válvula no crânio ou não. Minha mãe, então, se entregou à Nossa Senhora de Fátima e disse que se não fosse preciso usar a válvula, eu ia-me chamar Fátima”, conta a atleta. “O meu corpo foi-se formando e, como minha deficiência vem da coluna, ela não aguentou por muito tempo. Foi logo quando eu estava entrando na adolescência. A minha adolescência foi a pior possível, porque eu parei de andar, só ia da casa para o colégio e do colégio para casa e não tinha nem cadeira de rodas”, recorda.
 
Maria de Fátima Fonseca começou a praticar basquetebol, mas, aos 18 anos conheceu o atletismo e passou a se dedicar a este desporto. Para se aprimorar, mudou-se para Santos (SP), onde conheceu o treinador Eduardo Leonel e os dois começaram a trabalhar juntos.