Mais Europeu: Motor de origem BMW assenta bem ao Toyota Verso

Mais Europeu: Motor de origem BMW assenta bem ao Toyota Verso
Os mais puristas estranham, mas a maioria dos entusiastas automóveis já se rendeu ao efeito das parcerias celebradas entre marcas de topo. A Toyota não fugiu à regra e encontrou na BMW o parceiro ideal para o fornecimento de um motor diesel de menor cilindrada, muito apreciado no mercado europeu mas que a marca nipónica ainda não dispunha. Mesmo assim, o bloco em causa foi melhorado pelos técnicos da Toyota. 
 
Algumas peças foram substituídas, como o volante de motor de dupla massa, de modo a garantir menor atrito e diminuição de vibrações, e a gestão electrónica adequou-se às características pretendidas para o monovolume Verso, primeiro receptor do propulsor baptizado como 1.6 D-4D.
Nasceu assim um modelo mais acessível ao nosso mercado, com um motor que mostra competências mais do que suficientes para um carro de família, que se quer ágil, confortável e muito económico.
Com a nova motorização, o Verso, integralmente projectado e produzido sobre os desígnios da Toyota Motor Europe, foi revisto em alguns pormenores estéticos, no interior e no nível de equipamento, de modo a ganhar argumentos para competir com a concorrência mais directa.
O resultado é francamente positivo. Centrados na nova motorização, apreciámos o comportamento do bloco 1.6 D-4D em diferentes situações de condução, com nota positiva tanto na resposta enérgica a baixo regime como nas solicitações mais exigentes, mercê de um binário de 270 Nm disponível entre as 1750 e as 2750 rpm. 
 
A caixa manual de seis velocidades, em que a 6.ª funciona como overdrive, a par da introdução de star-stop, favorece a obtenção de consumos baixos, nas casa dos 5,6 l/100 km. 
O conforto apresenta-se igualmente em plano positivo. Diga-se que o Verso é proposto com sete lugares, os últimos dois, naturalmente, menos espaçosos. A bagageira, com a 3.ª fila de bancos rebatida é enorme.
 
A gama integra três níveis de equipamento, mas a versão base (Active) já dispõe de um razoável conjunto de apetrechos, como o ecrã táctil de alta resolução com o sistema multimédia Touch 2, a que se pode juntar GPS e câmara traseira por mais 600€. No nível seguinte (Confort), já encontramos tecto panorâmico e, vidro e senores de chuva e luz, ficando as jantes de liga leve de 17'' e os bancos aquecidos reservados para o Exclusive, topo de gama proposto por 32.500€.   
 
Paulo Parracho