MAAT reabre a 22 de março com três exposições

MAAT reabre a 22 de março com três exposições
O novo edifício do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Belém, vai reabrir a 22 de março com três exposições: 'Utopia/Distopia - Mudança de Paradigma',  'O que eu sou' e 'Ordem e Progresso - Hector Zamora', que inclui uma performance.
   
De acordo com o museu - cujo novo edifício encerrou a 06 de fevereiro, para reparações e instalação das novas exposições - a reabertura está prevista para as 18:00 de dia 22 de março, com a 'conferência-performance' de Hector Zamora, no exterior do museu.
 
'Utopia/Distopia', exposição que evoca o 500.º aniversário da publicação da obra 'Utopia', de Thomas More, "centra-se nos conceitos de utopia e distopia, e na forma como a dicotomia entre ambos reflete uma época de aceleração paradoxal, em que a ansiedade e o otimismo coexistem".
 
Andreas Angelidakis, Timo Arnall, Kader Attia, Pedro Bandeira, Pedro Barateiro, Olivo Barbieri, James Beckett, Berdaguer & Péjus, Alain Bublex, Jordi Colomer, Robert Darroll, Inês Dantas, Tacita Dean, Diogo Evangelista, Ângela Ferreira, Yona Friedman, Cyprien Gaillard, Pierre-Jean Giloux, Gonçalo Mabunda, Michael MacGarry, Miguel Palma, Pedro Portugal, William Powhida, Tabor Robak, André Romão e Aldo Rossi são alguns dos artistas participantes.
 
Na mesma altura será inaugurada a exposição 'O Que Eu Sou, Coleção de Arte Fundação EDP', com curadoria de Luiza Teixeira de Freitas e Inês Grosso, que ficará patente até 22 de maio, na Central 2.
 
Em 'O que eu sou', que adota o título de um poema de Teixeira de Pascoaes - publicado originalmente no livro 'Elegias', de 1912 - é assumido como tema central a relação entre a definição de 'self' (o indivíduo em si), e as ideias de arte e vida na produção contemporânea, questionando as diversas ligações possíveis entre os percursos biográficos e artísticos.
 
"Debruçando-se sobre conceitos como 'arte-na-vida' e 'vida-na-arte', sobre os limites entre arte e vida, e sobre o desejo - ou urgência - de os superar, a exposição apresenta uma seleção de obras e livros de artista, a partir da qual se compõe uma teia de encontros entre o real e a ficção", refere o museu.
 
Trata-se da terceira exposição de um ciclo de olhares sobre a Coleção de Arte Fundação EDP intitulado 'Perspetivas', e que apresenta, desta vez, obras de autores como António Olaio, António Sena, Carlos Nogueira, Cristina Terra da Motta, Ernesto de Sousa, Graça Sarsfield, Helena Almeida, Horácio Frutuoso, João Pedro Vale, Jorge Molder, José Barrias, Lourdes Castro, Luísa Cunha, Maria Beatriz, Margarida Gouveia, Mauro Cerqueira, Priscila Fernandes, São Trindade, Sara Bichão e Tânia Simões, entre outros.
 
A partir de 22 de março, as entradas passarão a custar nove euros, para a visita aos dois espaços museológicos, ou cinco euros, caso o visitante queira entrar apenas na Central Tejo ou no novo edifício do MAAT.
 
Vai também ser criado um cartão anual de membro do MAAT, com um custo de vinte euros, com entrada livre para todas as exposições, e um acompanhante.
 
Situado na margem do rio Tejo, em Belém, o novo museu da Fundação EDP inaugurou parte do espaço expositivo, a 5 de outubro do ano passado, numa primeira fase de abertura do edifício projetado pelo ateliê AL_A, da arquiteta Amanda Levete.