Loures lamenta Palácio Valflores fora dos monumentos mais ameaçados da Europa

Loures lamenta Palácio Valflores fora dos monumentos mais ameaçados da Europa
A Câmara de Loures lamentou hoje o facto de o Palácio Valflores, em Santa Iria da Azoia, ter ficado de fora da lista dos sete monumentos mais ameaçados na Europa e reafirmou a necessidade de recuperar aquele monumento.
 
O Palácio Valflores, no concelho de Loures, ficou fora da lista dos sete monumentos mais ameaçados na Europa, que inclui edificações na Turquia, Grécia e Espanha, anunciou hoje a Europa Nostra, principal organização europeia do património.
 
O monumento entrava na lista inicial de 14 monumentos finalistas ao programa "Os 7 mais ameaçados", que não oferece financiamento, mas visa divulgar o património em risco e sensibilizar as instituições da União Europeia (UE) para uma ação conjunta de parceiros públicos e privados.
 
Em declarações à agência Lusa, o vice presidente da Câmara de Loures, Paulo Piteira (CDU), lamentou esta decisão, mas ressalvou que o município não vai desistir de sensibilizar as entidades para o estado de degradação do Palácio Valflores.
 
"É uma notícia má, porque existiria uma prioridade diferente. No entanto, não vamos esmorecer e continuaremos a procurar formas de viabilizar a recuperação do Palácio", assegurou.
 
Nesse sentido, o autarca recordou o compromisso do ministro da Cultura, João Soares, que há poucas semanas, durante uma visita ao concelho, garantiu "a intenção firme" da tutela em cooperar com a Câmara de Loures na recuperação do Palácio Valflores.
 
"Vamos aguardar a reunião com o ministro para vermos se conseguiremos encontrar uma fonte de financiamento. O Palácio precisa de uma intervenção urgente, nomeadamente na sua estabilização", alertou.
 
Paulo Piteira referiu, ainda, que está em cima da mesa a possibilidade de a autarquia receber apoio técnico por parte do Banco Europeu de Investimento: "Se se confirmar, será muito importante, porque poderão ajudar a enquadrar o trabalho com as diferentes entidades".
 
Fazem parte da lista dos monumentos mais ameaçados da Europa o Sítio Arqueológico de Ererouyk e Aldeia de Ani Pemza (Arménia), a Fortaleza Patarei (Talin, Estónia), o Aeroporto Helsinki-Malmi (Finlândia), a Ponte Colbert (Diepe, Normandia, França), o Kampos de Chios (Grécia), o Convento de Santo António de Pádua (Extremadura, Espanha) e a Cidade Antiga de Hasankeyf e Arredores (Turquia).
 
O programa "Os 7 mais ameaçados" foi lançado em conjunto com o Instituto do Banco Europeu de Investimento, parceiro fundador, e o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, parceiro associado.
 
Portugal foi contemplado por este programa nas suas duas anteriores edições, com o Convento de Jesus em Setúbal (2013) e os Carrilhões da Basílica do Convento de Mafra (2014).